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Entrevista - Amor patológico: quando o amor se torna doença

Carência e cuidado excessivos são sinais de amor doentio

Filme Crepúsculo
Imagem promocional de Crepúsculo (2008)

Para o filósofo grego Aristóteles, as paixões ou pathos são sentimentos que fazem variar os julgamentos das pessoas e que são seguidos de tristeza e prazer. A patologia é o estudo das doenças que causam sofrimento - pathos - ao homem de diversos modos. Um pouco distante do final feliz que muitos casais idealizam para seu relacionamento, paixão, doença e amor podem estar mais próximos do que se pensa. "Há pessoas com carências afetivas em várias áreas e que suprem tais carências com um cuidado excessivo no relacionamento amoroso", diz a psicóloga clínica Eglacy Sophia. Mestre em Ciências e também supervisora do Setor de Amor Patológico do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Amiti), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Eglacy avisa: "o amor patológico quando não tratado pode provocar até doenças crônicas no indivíduo".

Para a senhora, qual a definição psicológica do amor?
E:
Existem dezenas de definições de amor, desde o amor a Deus, a um ser superior, até um forte sentimento de afeição e vinculação entre duas pessoas que se relacionam amorosamente. É sobre esse segundo significado que meu estudo no Amiti está sendo pautado e que abordarei nessa entrevista.

O que caracteriza o amor patológico?
E:
Amor Patológico é o comportamento excessivo de prestar cuidados e atenção ao parceiro, de modo que o indivíduo abandona atividades e interesses anteriores ao relacionamento.

O amor patológico pode ser direcionado exclusivamente a um parceiro do indivíduo ou é um modo da pessoa de amar a todos?
E:
Existem pessoas com carências afetivas em várias áreas e que suprem tais carências com diversos comportamentos excessivos, como o uso de drogas, jogo patológico, compras compulsivas, etc. O amor patológico, no entanto, é uma conduta voltada para o relacionamento amoroso, ou seja, é um tipo de vinculação patológica exclusivamente com o parceiro.

"Amor patológico não é uma questão de quantidade de amor, mas sim de qualidade do vínculo amoroso"

Há indivíduos que ao invés de se preocuparem e cuidarem em excesso do parceiro acabam por idolatrá-lo e por ceder a todas às vontades do outro. Esse tipo de amor também é patológico?
E:
Sim. Esses exemplos de condutas costumam ocorrer com o indivíduo que apresenta amor patológico.

Como o indivíduo pode avaliar suas atitudes e descobrir que ama de modo doentio?
E:
Existem critérios para avaliação do amor patológico, os quais merecem uma auto-avaliação quando o indivíduo percebe que sua maneira de amar não está saudável. Caso o indivíduo apresente mais que três, deve procurar ajuda de um especialista. São eles:
· Sintomas de abstinência (como angústia, taquicardia e suor) na ausência ou no distanciamento (mesmo afetivo) do parceiro;
· O indivíduo se preocupa excessivamente com o parceiro;
· Atitudes para reduzir ou controlar o comportamento de cuidar do parceiro são mal-sucedidas;
· É despendido muito tempo para controlar as atividades do parceiro;
· Abandono de interesses e atividades antes valorizadas;
· O quadro é mantido, apesar da pessoa estar consciente dos problemas pessoais e familiares.

Filme Lua Nova Recorte do cartaz de Lua Nova (2009)

A questão do cuidado excessivo, por vezes, perpassa a idéia de ciúme. Qual a relação do ciúme com o amor patológico?
E:
O ciúme pode ser um dos sintomas da pessoa que apresenta amor patológico, por que ela apresenta carência afetiva e tem necessidade de ser a pessoa mais importante para o parceiro e que ele supra essa carência constantemente. Trata-se de um problema de vinculação a dois, portanto. O ciúme patológico, por sua vez, é outro diagnóstico, onde a pessoa não aguenta a entrada de um terceiro elemento (rival) na relação, de modo que a queixa está envolvendo sempre três pessoas.

É comum algumas pessoas dizerem "ele morreu de amor" ou "ela está doente de amor", por exemplo. É possível que alguém adoeça fisicamente por amor ou até mesmo morra de tristeza por amar a alguém?
E:
Sim. O amor patológico pode levar a sintomas físicos e, se não for tratado, esses sintomas podem levar ao comprometimento de um órgão e ao desenvolvimento de uma doença crônica, portanto.

"Quem se envolve em um relacionamento patológico costuma também não estar preparado emocionalmente para o amor"

Quando a pessoa se relaciona com alguém e percebe que é amada pelo outro de modo doentio, como ela deve agir para o bem-estar do outro e da relação?
E:
Deve conversar abertamente, clarear para a pessoa com problemas que essa não é uma maneira saudável de amar e propor uma nova maneira, de modo que ninguém abandone o seu próprio desenvolvimento e projetos individuais. Caso essa conversa não melhore o relacionamento em algumas semanas, ambos devem buscar um especialista para avaliação e tratamento. Provavelmente ambos precisarão de ajuda, pois quem se envolve em relacionamento patológico costuma também não estar preparado emocionalmente para romper esse modo de se relacionar e nem melhorar esse tipo de relação.

O comportamento do parceiro pode incentivar um amor patológico?
E:
Com certeza. O parceiro da pessoa que apresenta amor patológico costuma ser distante afetivamente e estar mais interessado em atividades fora do relacionamento. Muitos são dependentes de drogas ou excessivamente ligados no trabalho, por exemplo.

Para finalizar, como diferenciar o "amo muito" do ter um amor patológico?
E:
O amor patológico não é uma questão de quantidade de amor, mas sim de qualidade do vínculo amoroso. A pessoa presta cuidados em excesso ao parceiro não porque o ama muito, mas porque apresenta um profundo vazio emocional e "precisa" que o parceiro supra essa carência em todo momento. Quando isso não ocorre, entra em desespero. Ela se sente presa, não consegue melhorar, tem que demonstrar amar demais para receber o que lhe falta afetivamente.

Um vínculo prazeroso e saudável inclui cuidados com o outro, mas essa conduta está sob controle. A sensação é de se amar cada vez mais porque há espaço para o desenvolvimento pessoal e para vivências e experiências em comum, ou seja, ambos amam muito a si mesmos, estão inteiros e prontos para também amar o outro, sem precisarem abrir mão de si mesmos.

Sinceras desculpas

Para não dizer que não pedi

Filme De repente é amor
Cena de De repente é amor (2005): o importante é tentar e sorrir (sempre!)

"Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor? A emoção acabou, que coincidência é o amor"
(Cazuza)


Quero me desculpar. Aliás, me desculpar é pouco, eu quero pedir sinceras desculpas, confesso perdão a você. Sim, eu errei com você e preciso me desculpar. Eu errei com você, em todos os sentidos e caracteres da palavra erro. Errei e preciso me desculpar. Sim, é isso mesmo, ME PERDOE, ME DESCULPE! Me desculpe por ter te amado, me desculpe por ter sido amigo (chegará o dia em que você aprenderá a diferença entre colega e amigo). Me desculpe por ter feito por você tudo que eu gostaria que tivessem feito por mim. Me perdoe por ter te oferecido o que eu adoraria que tivessem me dado. Me desculpe por todas as vezes que eu tentei, desculpe o tanto que te incomodei, se insisti, se não me limitei à minha insignificância física, sentimental e comportamental perante sua grandeza e a dos que te rodeiam. Me desculpe por tudo, quem sabe, usando o nada que restou de nós.

Tira o sapato e deixa a pedra cair... pronto! Está livre de mim. Deixa tudo assim. Sabe o que é? Não adianta eu virar a página, não adianta eu arrancar a página se eu sempre voltar para comprar o mesmo livro! Não tem vilão, não tem mocinho, tem gente, e aqui o Lobo Mau não comeu a Chapeuzinho (entendeu a piada?). Ninguém precisa se culpar, ninguém precisa se esconder, mas devemos respeitar. Não mandamos no que sentimos, não escolhemos a quem amamos, mas escolhemos o que fazemos. É por essas e outras que meu cachorro dorme lá fora no quintal e eu durmo aqui dentro: sou um ser racional, capaz de decidir meus atos. Portanto, controle-se!

Por que se importar tanto comigo? Por que se importar com o que eu falo, grito ou digito? Você nunca se importou muito comigo, não precisa começar agora. Deixa a poeira baixar e depois cataremos o que nos sobrou jogado ao chão. Agora não é o momento, agora não é o tempo, nosso tempo passou, mas não precisamos passar do limite. Seja feliz, é o que sempre te tentei, é o que quero que consiga. Eu era feliz até achar que só você poderia me fazer feliz, então eu só preciso voltar a não achar.

Um dia a gente se encontra e isso tudo passa. Até lá, desculpe, não posso fingir, aliás eu posso fingir, mas eu não quero mais fingir! É que agora eu sou alguém que aprendeu a respeitar as minhas vontades e a não mais passar por cima delas em benefício das suas ou das de ninguém. Não me tornei egoísta, mas preciso de um tempo para mim. Ninguém vive minha dor, ninguém vive minha vida, então EU tenho que decidir o que fazer. Por favor, pelo menos uma vez na vida me respeite: DEIXA EU TE ESQUECER, permita que eu me desapaixone!

Ainda assim, meu caro, me desculpe. Você não achava que eu lhe amaria todo este tempo, desculpe, mas eu tive que te decepcionar. Você não achava que eu seria capaz de me afastar, desculpe, mas eu novamente lhe decepcionei. Agora você deve achar que eu voltarei atrás como da última vez, então, já peço desculpas antecipadas, baby, pois novamente eu terei que lhe decepcionar. Não se preocupe, a vida é assim, você super erra, mas supera (ou não)!

"Você é assim. Todos se consideram seus amigos. Mas você não deixa ninguém chegar perto, porque tem medo de se ferir. E o problema é que você realmente gostava dela. Foi a única de quem realmente gostou. E não importava o que ela fizesse, você nunca baixava a guarda. Pobre garota, nunca teve chance..."
(Separados pelo casamento - 2006)

Rapidinhas - notícias de amor

Direto ao que interessa e sem dramas

A verdade nua e crua
Recorte do cartaz de A verdade nua e crua (2009)

Um giro ligeiro e prazeroso sobre o que anda sendo publicado na Internet sobre amor e relacionamentos.

Homens mentem mais e não se culpam por mentir, segundo estudo
De acordo com a BBC Brasil, resultados de uma pesquisa britânica revelam que os homens tem em geral maior propensão a contar mentiras e a se sentirem menos culpados por mentir se comparados às mulheres. O estudo ouviu três mil pessoas e descobriu que os homens britânicos mentem em média três vezes por dia enquanto as mulheres britânicas mentem geralmente duas vezes por dia. A pesquisa também revela que a pessoa para quem os britânicos mais mentem é a própria mãe e a quem menos declaram ter mentido é ao parceiro.

Novidade para alguém? Brincadeira, todo mundo mente uma vez ou outra. Agora acho que mentiram também nas respostas, apenas 10% mentem para o parceiro? Sei não....

Tecnologia 3D: dos cinemas para os casamentos
Não são apenas as belas declarações de amor, cenários e figurinos dos romances cinematográficos que andam inspirando os casamentos fora da telona. A tecnologia 3D, atual febre das produções de Hollywood, também chegou aos casamentos. Segundo a Folha.com, os pombinhos que desejarem registrar o casamento em vídeo já podem fazê-lo em terceira dimensão pagando cerca de nove mil reais pela gravação 3D, sem contar o valor necessário para adquirir o aparelho televisor e reprodutor compatível, bem como os óculos necessários para assistir.

Interessante, mas tomara que os casais que investirem no mimo se lembrem de investir no relacionamento com a mesma dedicação, pois sem amor e conhecimento não há cerimônia pomposa e/ou tecnologia que salve um casamento, em nenhuma dimensão.

Casal é condenado a 14 anos de prisão no Malauí por serem gays
O leitor do blog Gui Torres entrou em contato pedindo a divulgação de um abaixo-assinado realizado pela cantora Madonna, sensibilizada com a prisão de um casal gay no Malauí, preso por homofobia. O governo do Malauí decretou a prisão de Steven Monjeza e Tiwonge Chimbalanga acusando-os de sodomia e indecência. Ambos foram condenados a 14 anos de prisão e trabalho pesado. Em nota oficial Madonna diz que "O mundo está cheio de dor e sofrimento; portanto, devemos defender nosso direito humano básico que é o de amar e ser amado. Não vou me sentar e ficar em silêncio enquanto dois homens são condenados a fazer trabalho pesado por 14 anos simplesmente por se amarem".

Para assinar a petição online criada por Madonna clique aqui e lute conosco pela libertação desse casal e pelo fim da homofobia.

Foi bom pra você? Até a próxima rapidinha!

Para sugerir links à seção clique aqui.

Sempre nunca mais

Aqui, ali, em todo lugar

Filme Johnny & JuneRecorte do cartaz de Johnny & June (2006)

"Não existe nenhum disfarce que possa esconder o amor durante muito tempo onde ele existe, ou simulá-lo onde ele não existe"
(La Rochefoucauld)

Sempre te vejo, sempre te sinto, sempre te espero enquanto nunca mais te esqueço. Intervalo programado entre o sempre e o nunca mais se tornou o meu viver. Viver é sempre. Viver para sempre é nunca. Buscar ser feliz o dia todo é sempre. Todo dia feliz é nunca. A saudade é sempre. A presença é nunca mais. Previsíveis dias de saber o que não sei fazer. Certezas de sempre. As dúvidas que você me trazia no nunca mais. É o que sempre amei em você, sua capacidade de sempre me fazer duvidar das certezas que eu nunca mais teria. Sempre tudo tão certo com os outros, nunca mais a paixão com você. Sempre aqui, nunca mais ali e eu, no meio, ainda não sei viver de talvez. Por isso eu peço a você ou a quem quer que venha me dar a esperança de me calar a solidão: sempre nunca mais me esqueça, nunca mais me peça ou seja, um amor que eu não posso ter, um sentimento, um amigo que eu vou ter que escolher, entre o que eu sinto e o que eu posso viver. Só chegue sempre se nunca mais partir ou se partir que parta devagar para o tempo ter tempo de se acostumar. Ainda há amor e esse amor se repete e te pede. Sempre. Nunca. Mais.

O leitor só queria...

Jhiones Cardoso (RO)

Jhiones Cardoso
"Eu só queria... encontrar alguém. E queria agora. Alguém para ouvir meus sonhos, pesadelos, vitórias, derrotas, medos e insanidades... Alguém que entenda meus gostos, que me faça descobrir novos! Alguém para abraçar e beijar, para ficar de mãos dadas... Passear à toa ou ficar sem fazer nada, mas que ficasse comigo. E imaginar o futuro juntos! 'Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas' (Caio Fernando Abreu).

Ah, e eu também só queria tudo fosse mais fácil, que as pessoas fossem menos cheias de si e respeitassem os meus sentimentos! Que ninguém me julgasse por ser assim, por não fazer mal a ninguém, mas não ser como elas queriam que eu fosse.

O amor para mim... é aceitar alguém como ele é. O amor é desejar o bem do outro, é ajudá-lo quando preciso, aconselhar, corrigir quando o outro não está indo no caminho certo. É o melhor sentimento que alguém pode ter para com o outro! É o que nos fortalece e nos ajuda a seguir em frente! :)

Na vida eu aprendi que todo mundo vai me magoar em algum momento, visto que ninguém é perfeito, mas cabe a mim decidir quem eu quero levar comigo. Aprendi que devo conhecer a essência e não pré-conceituar algo-alguém. E também devo ser mais receptivo, deixar conhecer. Aprendi que posso me sentir triste e/ou só em alguns momentos, mas não posso deixar que isso me consuma, devo reagir sempre!

Minha frase preferida é 'Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz' (Antoine de Saint-Exupéry)".

Jhiones Cardoso - estudante de Direito, nasceu e vive na cidade de Cacoal no estado de Rondônia - conheceu o blog pesquisando por textos parecidos com o que sentia e "encontrei o que eu queria para a vida".

Viviane Uzum (SP)

Viviane Uzum
"Eu só queria... falar de tudo que vi... mas eu não poderia.. não seria capaz de descrever... aquele nascer de sol.. aquelas lágrimas... aquelas folhas que caíam naquele encantador clima de outono... aquelas ondas do mar que em um gesto de entrega se colidiam com as pedras... aquelas viagens.. todas aquelas pessoas.. aquelas grandes paixões.. aqueles inevitáveis amores... aquelas músicas que me embalaram... aqueles olhares que por tantas vezes me hipnotizaram... eu queria falar de cada experiência.. mas não poderia descrever aquelas sensações.. eu jamais poderia falar do que vi.. mas tão pouco seria capaz de esquecer tudo que senti.

O amor para mim é o elixir da vida.. é o que faz o sangue correr pelas veias.. nos move.. nos desafia.. nos faz sentir vivos.

Na vida na vida eu aprendi que ter liberdade não só implica em fazer o que se quer.. mas também em ser responsável por aquilo que se faz".

Minha frase preferida é 'Agradeço a Deus que me deu a oportunidade de escrever, quando poderia ter me calado' (autoria não encontrada)"

Viviane Uzum - nasceu em Prudente no estado de São Paulo reside atualmente em Canárias na Espanha - conheceu o blog por meio de um link no site Ocioso e "adorei (risos)".

Para participar, clique aqui ou envie e-mail para ruleandson@gmail.com e desabafe! Os leitores que já enviaram os textos terão seus desabafos publicados nos próximos meses, desabafe você também!

Amor bipolar

Loucuras de amor? Sim! Amor louco? Não!

Filme Idas e vindas do amorRecorte do cartaz de Idas e vindas do amor (2010)

"Vou te tirar da minha vida". Cinco minutos depois uma musiquinha qualquer avisa que há uma nova mensagem no celular: "você é muito especial, não quero que termine assim". De tarde um almoço agradável se encerra com um "obrigado por me devolver a calma". De noite, algumas horas depois, a calma é tanta que você é ignorado em todos os meios de comunicação virtuais e não virtuais existentes. Em um dia você ganha um presente fofo, no dia seguinte você sequer ganha a resposta a um "bom dia". Em um mês você recebe um convite, algumas horas depois um bolo (não do comestível, que desce pela garganta e sacia a fome, mas do que te engasga pelo desprezo e te deixa com um vazio, no peito, não no estômago). Durante os sete meses seguintes você é esquecido, até que um belo dia você é lembrado e volta a ser especial, importante e querido. Te põe aqui, te põe lá, em um amor bipolar do qual você não pode reclamar, sob a pena de ser você o que não ama tanto assim. Desculpa, mas um dia tudo cansa (e quem for bipolar de fato tem que se tratar)! Amor já exige naturalmente tanto, se ainda trouxer pranto e a cabeça doendo tanto, por pensar e tentar entender o outro, o caminho será um só: o fim (simples assim). Por que em um dia você vale horas agradáveis e no outro não há espaço para você em uma agenda vazia? Por que em um dia você é confiável para favores e desejável em uma lista de prováveis amores e no outro dia você merece um "o que que é que você tá me ligando?". Por que alguém que você ama muda se você não muda? Dois em um não presta nem em shampoo, vai prestar logo no amor? Pensa comigo, consigo e com quem for: você precisa disso? Você está feliz? Esse amor bipolar se importa com você? Agora agrupa esses três "não" e, na próxima vez que o seu amor bipolar te procurar, grita, mas grita bem alto porque você merece gritar: NÃO, NÃO E NÃO! Então, é isso aí, se puder se acostuma, ando me contentando com pouco, trocando um por vários três. É que um bom ponto final tem me saciado muito mais do que um milhão de reticências. Ter dúvidas no amor é tolerável, se relacionar com uma dúvida é enlouquecedor. Lute por um louco a menos no mundo e diga "adeus". Para gente de lua seja eclipse, DE-SA-PA-RE-ÇA!

Não direi que te amei

Falhamos

Filme The Bounty Hunter

Recorte do cartaz de The Bounty Hunter (2010)

Há várias formas de se estar presente. Você me ocupa inteiro e ainda assim há tanto espaço vazio. Quando quis te esquecer eu só quis me reerguer. Você não me amou e eu terei que não te amar. Tão tênue linha entre a vingança e a reciprocidade. Eu te amava sem me importar com o que você fizesse. Agora não importa o que você faça eu não te amo mais. Tão perigosa proximidade do amor incondicional e da indiferença. Reflete coração sobre quem em ti habita e convida à uma nova moradia quem tua esperança sufoca. Você habitou tanto tempo os meus sonhos. Você foi por tanto tempo o meu destino e eu sequer consegui ser o seu caminho. Passamos do tempo de dar o passo. Vou ter que reescrever a nossa história e não buscar sentido no que bem sei o motivo. Poderíamos ter engolido o orgulho e voltado aos dias que não eram assim. Eu fui sem me explicar. Você ficou sem estar. Mas nem meus dois olhos que brilhavam como um farol que poderia ser visto da mais longa distância não brilharam o suficiente para te fazer voltar. Mas o fim mesmo, o fim se deu quando você deixou de me inspirar, se você não vinha, se eu não te via quais palavras alimentariam esse monstro feroz do amor que ainda me arranca o peito? Você não voltou. Eu deixei de dar de comer à esperança. É, eu sei, não direi que te amei. Você estava ocupado demais tentando fingir que nada aconteceu enquanto eu tentava te esquecer. Falhamos em amar quando desistimos de nos perdoar. E falhamos mais ainda quando fingindo fugimos e esquecemos de me libertar de nós.

Rapidinhas - notícias de amor: Especial sexo

Direto ao que interessa e sem dramas

Filme Infidelidade
Recorte do cartaz de Infidelidade (2002)

Um giro ligeiro e prazeroso sobre o que anda sendo publicado na Internet sobre amor e relacionamentos.

Os benefícios do sexo seguro
Desde que o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou, na última segunda, o sexo como forma de controle da hipertensão grande parte da mídias virtuais (e não virtuais) estão discutindo quais são benefícios do sexo. O site G1 fez um infográfico interativo que reúne os principais ganhos ao se praticar sexo com camisinha e com frequência, dentre eles combate à depressão, redução do colesterol e o alívio de dores, segundo o clínico-geral, sexologista e terapeuta sexual João Borzino.

Vale a pena conferir a animação, mas lembre-se sempre de não escolher bem o parceiro ou você pode ter dores e depressão depois do sexo! Brincadeirinha! :D.

Manual responde a 200 perguntas frequentes sobre amor, sexo e paixão
As jornalistas da revista Época e blogueiras no "Mulher 7 x 7" destacam o lançamento do livro Lições de Amor, do sociólogo italiano Francesco Alberoni, um dos maiores estudiosos das relações afetivas. Para Alberoni, as sociedades contemporâneas precisam de educação amorosa, para compreenderem melhor a dinâmica dos relacionamentos. Colaborar com essa educação é o objetivo da obra que responde a perguntas sobre a importância dada por cada um ao sexo no relacionamento, se é possível ter prazer sem ter orgasmo, se a sexualidade do casal precisa ser trabalhada ou é natural, dentre outras. Apesar da boa intenção, o autor parece um pouco conservador ao dizer que não é possível se apaixonar pela Internet.

Será possível mesmo aprender a amar? Cadê um livro para esquecermos um amor? ;)

Rede social para casos extraconjugais ganha popularidade nos EUA
Parece que nem todos estão ouvindo o conselho de Francesco Alberoni sobre se apaixonar pela Internet. De acordo com o site da Folha de S. Paulo, nos Estados Unidos o site www.ashleymadison.com voltado à facilitação de relacionamentos extraconjugais está se tornando cada vez mais popular. Atualmente, o serviço conta com mais de cinco milhões de usuários e segundo o criador da rede social da infidelidade, o advogado Noel Biderman, os usuários têm uma só motivação sanar os problemas de casamentos que não correspondem às expectativas. Para Biderman, a prova disso é que o site é mais acessado no dia seguinte a datas em que comumente os casados estão com toda a família como na segunda-feira, após o fim de semana, e no dia seguinte ao Dia dos Namorados, Dia das Mães ou Dia dos Pais.

Será que esse pessoal sabe que já foi inventado o divórcio e/ou o relacionamento aberto?

Foi bom pra você? Até a próxima rapidinha!

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