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Entrevista - "Para Francisco": a superação da perda de um amor pelas palavras de uma mãe

Para uma vida complexa, palavras belas

Filme The back-up plan

Recorte do cartaz de The back-up plan (2010)

A estadunidense Anna Jarvis perdeu a mãe no início do século XX, durante uma guerra civil. Com a morte repentina da mãe, Anne entrou em depressão. Para ajudá-la a superar o sofrimento, amigas realizaram uma festa para celebrar a memória da mãe de Anne. O sucesso da festa e o desejo de que a comemoração fosse estendida a todas as mães deu origem ao dia das mães, em 1914. No Brasil, a data é comemorada por diversas famílias, todo segundo domingo do mês, mas para alguns o dia das mães tem um significado especial.

A publicitária belorizontina Cristiana Guerra, mais conhecida como Cris Guerra, perdeu a mãe e perdeu o pai. Não contou com uma festa em homenagem à memória deles para superar a dor, mas usou as palavras que a acompanham desde os 13 de idade (hoje ela tem 39) para entender suas dores. Órfã, Cris engravidou em 2006. Grávida, aos sete meses de gestação, Cris recebeu a notícia da morte súbita do pai de seu filho, dois meses antes de o bebê nascer. Viúva ela novamente usou as palavras para se reerguer, por meio do blog "Para Francisco", dedicado ao filho: "escrever sempre foi o meu canal mais forte de expressão". Nessa entrevista, Cris Guerra fala sobre perdas, amores, dores, amor de mãe e, principalmente, sobre a superação: "É incrível como somos dotados de uma capacidade impressionante de olhar para frente", ensina.

Você é órfã de pai e mãe e o pai de seu filho morreu pouco antes de o bebê nascer. Como você reagiu, em um primeiro momento, ao saber que seu filho nasceria órfão de pai?
C:
Foi horrível, inacreditável. Durante muito tempo tive um conflito com isso, inclusive depois que o Francisco nasceu. Mas fui aprendendo, com o tempo, a aceitar isso. Até porque não dá pra ficar se debatendo. É preciso seguir em frente. Mas sei que vou conviver com essa frustração para o resto da vida. O que faço é não focar nela.

Como buscou a superação da perda de um amor e do pai de seu filho?
C:
Não foi uma coisa consciente, planejada. No começo, o mais importante era sobreviver. E eu tinha uma motivação muito forte para isso: a vinda do meu filho. Meus amigos me aguentaram minha falação repetitiva por muito tempo. É preciso ter essa paciência com as pessoas enlutadas – mas é necessário entender que isso tem um tempo, não pode durar anos. Depois, foi natural escrever, pois esse sempre foi o meu canal mais forte de expressão e, nessa hora, foi imprescindível. Ao longo do tempo, fui fazendo esse movimento catártico e quase frenético: escrevi, escrevi, escrevi.

"Isso foi muito importante: gritar a minha dor para o mundo"


Comecei a postar no "Para Francisco" como um registro, quando entendi que era para o Francisco que eu deveria falar, pois antes, eu falava para o Gui. Eu ia escrevendo e guardando virtualmente, aproveitando para dividir com quem quisesse ler. Mas achava que a minha história tinha um aspecto particular demais para que alguém se interessasse por ela. Com o tempo, quando cada vez mais pessoas começaram a ler e se emocionar, imaginei que era o inusitado da história que as tocava. Quantas pessoas a gente conhece que ficaram viúvas enquanto estavam grávidas? Mas com o tempo fui percebendo que isso talvez fosse apenas o motivo inicial do interesse pelo blog. Na verdade, eu estava tocando em questões muito universais: o amor, as perdas, a maternidade, a viuvez, as memórias, passado e futuro. Questões que fazem parte da vida de todo mundo. À medida que escrevia, enxergava melhor as coisas. Eu queria falar para o Francisco, mas também queria falar comigo mesma. Queria falar sobre o pai dele, sobre mim, sobre o que eu tinha vivido e sobre o que eu sentia. Eu já tinha perdido mãe e pai e sabia que, por uma questão de sobrevivência, as lembranças frescas do Gui iriam me fugir. Achei injusto com o Francisco e comigo que as lembranças se perdessem com o tempo, e o blog se tornou um compromisso diário, constante. Foi ficando cada vez mais importante falar com ele e a publicação do blog era uma forma de ter a disciplina e não parar de escrever. Fui escrevendo o que eu sentia, dia a dia. E as coisas não paravam de vir. E a força vinha do próprio ato de escrever. Escrever me deixou mais forte. E ganhava leitores com quem eu compartilhava a minha dor. Isso foi muito importante: gritar a minha dor para o mundo.

Quando a escrita entrou em sua vida?
C:
Comecei a escrever aos 13 anos, tentando entender a vida. Mas eu só escrevia para mim mesma. Como a vida foi ficando mais e mais complexa, não parei mais. De tanto escrever, virei redatora publicitária e foi nesse tipo de escrita que investi profissionalmente, por quase 20 anos. Em 1992 eu me formei em Comunicação Social pela UFMG e desde então trabalhei como redatora em diversas agências de Belo Horizonte. Em 2002 eu me casei pela primeira vez e me separei dois anos e meio depois, tendo sofrido dois abortos naturais durante esse casamento, o que foi bem sofrido. Depois me apaixonei por um colega de trabalho, o Guilherme, com quem vivi um amor muito intenso e de quem engravidei em 2006. Tudo certo, nós dois vivendo nosso melhor momento de vida e, em janeiro de 2007, quando eu completava sete meses de gravidez, meu namorado teve uma morte súbita. Escrever tornou-se ainda mais necessário.

Na tentativa de entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos, o da perda e o de ser mãe, comecei a postar no "Para Francisco", que acabou sendo editado em livro em novembro de 2008. Meu segundo blog, "Hoje vou assim", surgiu como uma forma de me divertir, comecei a fazer um registro despretensioso de minhas produções diárias para o trabalho. Também escrevo um terceiro blog, "Amor e ponto", literário, mas não mais com um assunto central como o "Para Francisco".


Filme The backup planRecorte do cartaz de The back-up plan (2010)

O "Para Francisco" é um blog de mãe, sobre o pai, para o filho. Qual o papel do blog no seu relacionamento com Francisco?
C:
Ele é a forma que encontrei para dar o pai do Francisco de presente para ele. Um dia, esse presente vai ser entregue. Não sei quando nem como será. Mas sei que com esse registro ele vai conhecer um pouco o pai que teve, saber do amor que o pai já nutria por ele, do quanto ele, antes de vir, fez o pai feliz e realizado, e vai ter acesso a um pouco da nossa história. Escrever no tempo certo foi importante demais. Se eu tivesse deixado para depois ou não o tivesse feito, talvez eu perdesse o frescor das lembranças porque naturalmente vamos olhando para frente. O amor que se foi vai se tornando uma foto amarelada com o tempo. Pura poesia, mas passado. É incrível como somos dotados de uma capacidade impressionante de olhar para frente.

No "Para Francisco" você explica que fala sobre o Guilherme, sobre o mundo e sobre você mesma e inclui um "só por garantia" entre parênteses após citar a si própria. Tem algum medo de que o Francisco a perca?
C:
Este é o meu maior medo! Não gosto nem de pensar. Ignoro a possibilidade (risos).

Quando perdemos de alguma forma alguém que amamos, esse amor por algum tempo se torna a nossa referência do que é felicidade. Acredita em termos o "amor da nossa vida", ou pensa que encontrará alguém para amar tanto ou mais do que o Guilherme?
C:
Acho que podemos ter um ou mais amores na vida. O tempo nos mostra e eu já tive provas disso. Estou amando pela segunda vez depois da morte do Gui. Acho que com cada pessoa a gente vive um amor diferente. Mas temos muito amor dentro de nós. Acredito nisso. E a gente não deixa de amar quem se foi. A gente leva esse amor dentro da gente e, de certa forma, ama outras pessoas, com o mesmo amor. Um amor mais maduro, melhor, mais apurado.

"Amor de mãe é o único amor maior do que o que sentimos por nós mesmos"


Nos seus outros blogs você fala sobre "amor e ponto" e mostra as roupas com as quais vai trabalhar no "hoje eu vou assim". O que escrever em cada um de seus blogs representa para você?
C:
Representa a descoberta de minhas outras facetas e possibilidades, além da publicidade. É maravilhoso.

E o que você deseja "para Francisco"?
C:
Desejo que ele consiga ser ele mesmo – o que é uma coisa difícil, apesar de parecer óbvia. Que ele seja fiel a si mesmo em suas escolhas. Que possa ter a liberdade para trilhar o caminho que desejar. Que tenha consciência do mundo, que tenha paciência, amor, solidariedade. Se ele for um cara bacana, já estou satisfeita, pois isso vai ajudá-lo a ter pessoas bacanas e que o amem ao seu redor. E se puder ter uma profissão em que possa fazer o que gosta e ser feliz, melhor ainda.
Estamos próximos dos dias das mães. O que é o amor de mãe para você?
É o único amor maior do que o que sentimos por nós mesmos.

Desde que no mundo não há farmácias

Do que (não) mudou

Filme Poção do amor número 9

Recorte do cartaz de Poção do amor número 9 (1992)

Se encontraram naquela noite e o sorriso nos lábios chegou antes de os corpos se encontrarem em um abraço. Quando se ama e não se amam o abraço é o maior contato entre dois corpos. Por isso ele e ele também caprichavam no abraço, que era quase um gozo entre almas. Logo começaram alguma brincadeira boba somente para puxar assunto. Havia sempre tanto para falar um com o outro que quase sempre o silêncio tomava o lugar das palavras, palavras tímidas, que com medo de dar esperança além do devido se deixavam guardar no peito. Tinha que ir embora, mas dele ouviu um pedido para que fossem se encontrar com amigos. Disse que não podia, somente para insistir. Ele gostava que insistissem, lhe tentava parecer aos outros que mudara de idéia. Ao terceiro re-convite aceitou, já apressado e feliz por atencedência pelos momentos que sabia que seriam maravilhosos ao lado dele. Sem muito dinheiro no bolso, pegaram um ônibus para chegar ao destino deles naquela noite. Era estranho e maravilhoso, mas ao lado dele ele se sentia grandioso nas coisas mais pequenas. Era como se as ruas agora fossem deles, era como se o mais veloz sonho estivesse os conduzindo, era tanto silêncio que ele ouvia o peito dele bater, ofegante. Não se conteve ao ver uma farmácia e disse: "Eu amo farmácias, sabia? Adoro o cheiro, passear pelos corredores e me imaginar comprando toda a área de perfumaria". Dele ouviu gargalhadas, sempre arrancava risos dele, por mais que se sentisse um palhaço ele gostava daquela sensação de fazê-lo rir. Veio a resposta dele: "Mais uma coisa", disse sem ser óbvio, como sempre. "Mais uma coisa o quê?" retrucou ele. "Mais uma coisa para eu lembrar de você. Toda vez que eu ver uma farmácia agora eu vou me lembrar de você!". Voltou o silêncio. A noite passava, outros assuntos surgiam, novas falas, novos risos, mas ele só pensava no "eu vou lembrar de você". Pronto, se não pudesse ser amado, pelos menos já não seria esquecido. E ele gostava mesmo de farmácias. Para aquelas quantas dores procurava em remédios camuflados de abraços aquelas tantas curas que lhe faltavam. Não sabia por que ou talvez não pudesse admitir que sabia, mas dele ele teve o esquecimento. Já faziam alguns meses - que evitavam tornarem-se anos - que eles não se viam mais. Ele sabia que há coisas que nunca se dá conta de saber. Há o que se sabe, há o que se acredite. Sabia, mas acreditava que não fora esquecido por aquele que amava, pelo menos não por impulso, erro ou acerto. Era o mundo que mudara sem pedir licença. O mundo conservou a saudade, a esperança e se esqueceu do mais importante. Então, a culpa não é de quem ele ama. Como se lembraria, desde que no mundo não há farmácias?

De dentro da xícara - Orkut do amor

Compartilhando amor no Orkut

Filme Coffee and Cigarettes Recorte do cartaz de Coffee and cigarettes (2003)

O "Eu só queria um café..." também está no site voltado à formação de redes sociais virtuais mais utilizado no Brasil, o Orkut. Agora, convido você também a participar da nossa comunidade virtual! Nela gratuitamente você:

  • Recebe aviso sobre a publicação de novo conteúdo no blog;
  • Participa de jogos virtuais sobre frases e citações com os outros participantes;
  • Comenta os seus textos preferidos;
  • Interage com leitores do blog de várias partes do país;
  • Inicia discussões, debate o amor e sugere textos para o blog;
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Orkut

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Carta aberta aos babacas (Vamos falar de preconceito?)

Desde que o preconceito não saiu de moda

Filme Orações para Bobby
Recorte do cartaz de Orações para Bobby (2009)

"Se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer"
(Clarice Lispector)
"

Você acha natural beijar na boca em público? Eu acho, mas há alguns anos beijar em público era considerado crime contra os costumes em nosso país. Você acha natural uma mulher ter o direito de votar? Eu acho, mas apenas há 78 anos, com restrições, elas puderam votar no Brasil. Você acha natural que um casal possa se divorciar? Eu acho, mas somente há pouco mais de 30 anos o divórcio passou a ser permitido pela legislação brasileira. Você acha natural que alguém seja punido por discriminar e/ou ridicularizar alguém por esse alguém ser negro? Eu acho, mas somente há duas décadas o racismo é considerado crime no Brasil. Você acha natural chamar de adolescente uma criança de 13 anos de idade? Eu acho, mas até o início do século passado alguém com essa idade era considerado adulto em praticamente todo o mundo. Você acha natural que uma mulher possa ser atriz sem que essa arte seja confundida com prostituição? Eu acho, mas nas primeiras décadas do século passado as atrizes brasileiras tinham que ter carteira de prostituta para trabalhar como atriz. Você acha natural que o mundo evolua? Eu acho, mas há pessoas que, infelizmente, se sentem obrigadas a impedir a evolução, são os daltônicos na alma, que enxergam o avanço com cores de retrocesso.

Ninguém é obrigado a nada. Você não é obrigado a nada. Sabe você, você aí que está aí me lendo? Pois é, você não é obrigado a gostar de mim, você não é obrigado a gostar de ninguém. Aliás, quando qualquer coisa se torna obrigatória ela se torna cansativa e, no mundo, na vida, ninguém quer se cansar. O que temos é que lutar para que um dia as coisas se tornem naturais, e, para tal, pode ser necessário que durante algum tempo essas coisas tenham que ser sim exigidas.

É preciso exigir que a gente mude a roupa da nossa alma e da nossa língua: o preconceito precisa sair de moda. Você não é obrigado a gostar, você não é obrigado a apoiar ou incentivar nada. Mas como ser pensante você precisa sim se cobrar refletir sobre por qual motivo você não gosta, apóia ou incentiva. A verdade de todos termos preconceitos não muda o fato de que todos precisamos lutar contra eles, não é porque no mundo existem milhares de doenças que devemos abandonar a busca pela cura de qualquer uma delas.

Os disfarces, os novos modelos da moda do preconceito assustam. São customizados, mas a roupagem é no fundo a mesma. "Não sou homofóbico, só não sou obrigado a gostar de gay" é o novo "Não sou racista, mas filha minha não casa com negro". "Não sou homofóbico, mas não sou obrigado a tolerar gays no meu espaço" é o novo "Não sou machista, mas lugar de mulher é na cozinha". "Não sou homofóbico, eu até converso com gays" é o novo "Não tenho preconceito, até deixo minha empregada comer à mesa". Pouco muda enquanto tudo muda. Só se percebem os extremos. Só acham que é racismo se matam o negro, só acham que é homofobia se matam o gay, e ainda assim a razão evidente pode ficar inconsciente, e a vítima pode se tornar o culpado. É crime chamar o negro de macaco, e também deveria ser crime chamar o gay de veado. Mudam-se os animais, mas a dor e as causas são as mesmas.

Então, eu não sou o "babaca" dessa história. Você não é obrigado a gostar de gays, assim como você não é obrigado a ser preconceituoso. Ambos, são escolhas suas e não obrigações. Vai chegar um dia em que a homofobia será tão absurda quanto prender alguém por beijar em público, impedir uma mulher de votar, não permitir que um casal se divorcie, discriminar negros, chamar de adulto um adolescente de 13 anos, ou confundir atriz com prostituta. Agora até lá alguns terão que exigir respeito. Muito prazer, eu sou um deles. Portanto, até lá não me use como oportunidade para extravasar seus preconceitos, principalmente, em público. Não me peça para me calar. Não seja covarde, eu me assumo, se assuma também. Que fale, mas que fale abertamente.

E, ah, por favor, eu imploro, não faça de mim a solução para a sua medíocre falta de assunto! A festa acabou, combinado (ou não)?

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever"
(Clarice Lispector)

O leitor só queria...

Débora Pereira (MG)

Foto Débora Pereira
"Eu só queria tomar um chá verde da Indonésia em companhia de meu namorado francês Jean-Baptiste, na selva amazônica, onde nos conhecemos. Eu daria toda minha riqueza para estar com ele na natureza, alongando, cozinhando, namorando... Ele vive tão longe, um oceano inteiro nos separa!! Mas viver este amor à distância me ensina a ter muita calma. Sempre sonho com ele, o que prova a nossa sintonia especial. Nós gostamos das mesmas coisas: yoga, alimentação natural e o estudo do poder da mente através das plantas professoras indígenas. Eu acredito que foi o amor por essa magia das plantas que nos uniu.

O amor para mim é cumplicidade, amizade, desejo, química... e solidariedade. Eu sinto seu apoio em tudo que faço e vibramos de alegria nos nossos sucessos.

Na vida eu aprendi que há pessoas unidas por interesse social e financeiro, e mesmo quando a vida apresenta alguém imperdível, para lhes dar a chance de sair da mentira em que vivem, não fazem isso por covardia, comodismo. Eu nunca quero ser assim!

Minha frase preferida é: 'Um dia sobre nós também cairá o esquecimento, como a chuva no telhado, e sermos esquecidos será quase a felicidade' (Leminske)"

Débora Pereira - pesquisadora, nasceu e vive em Belo Horizonte - conheceu o blog através do autor, Ruleandson do Carmo, pois são colegas na pós-graduação.

Richelle de Melo Nobre (CE)

Foto Richelle Nobre
"Eu só queria... Amor, paz, felicidade e muitos beijos e abraços. Queria poder saber que o sentimento que tenho dentro do meu peito é recíproco, que todas as minhas ações perante a 'você' não serão em vão. Que minha família está do meu lado. Eu só queria amar menos e ser mais, muito mais eu!!!

O amor para mim é um sentimento que não se sente só. Ama-se por amar o outro, com qualidades e defeitos, com ignorâncias e afetos... E por mais que já tenhamos amado muito nessa vida, será que foi amor mesmo? Fico em dúvida, não do que sinto, mas do que dizem sentir, do que julgam ser o amor. 'Não vulgarizem o verbo amar'. O amor é o brilho nos olhos, é sentir o coração palpitar ao ver, é dizer eu te amo não só com a boca, mas principalmente com o coração. É sentir falta, é querer tá juntinho, brigar por sentir um ciuminho besta e depois retornar com um beijo. É um sentimento indescritível, mas é LINDO!!! Não vivemos sem amor, não mesmo. 'Ficar só é a própria escravidão...', como diz Herbert Vianna.

Na vida eu aprendi... que temos que dar valor às pequenas coisas, aos mais simples dos sentimentos e ações. Dar valor a quem temos ao nosso lado, agradecer todos os dias a Deus, pelo fato de existir e não só de existir, de poder caminhar, pegar, sentir, enxergar, amar e ser amado! Aprendi... Que a vida é um bem precioso. E viver é a maior aprendizagem!

Minha frase preferida é: "Catch a fire em tudo que lhe causar dor' (Alexandre Carlo, Natiruts e Funk Buia inspirados em letra de Bob Marley)".

Richelle de Melo Nobre - profissional no ramo do turismo e consultora de vendas, nasceu e vive em Fortaleza no Ceará - conheceu o blog através de uma amiga, "e desde então recebo seus e-mails e não paro de ler as crônicas, textos ou até mesmo desabafos do blog do Ruleandson".

Para participar, clique aqui ou envie e-mail para ruleandson@gmail.com e desabafe! Os leitores que já enviaram os textos terão seus desabafos publicados nos próximos meses, desabafe você também!

Razão do meu sorriso

Do amor que um dia tive

Filme te amarei para sempreRecorte do cartaz de Te amarei para sempre (2009)

"Eu era algo importante"
(Te amarei para sempre - 2009)

Em tempos de poucos amores, poucos foram os que ele amou. Não por amar pouco, mas por amar muito quem ele amou. Naquele tempo em que não havia mais tanto tempo para sentir amor ele enfrentou seus dias pensando naquele que o tempo, aliado da vida, um dia levou. Não estava carente, encontrara amantes. Havia saúde, não estava doente. Tinha amigos, colecionava sorrisos - alguns próprios e outros arrancados por ele de bocas que não eram a dele. Se sabia inteiro sem precisar de chamar a alguém de metade. Não estava amargo, havia um humor bom. Não estava desocupado, se desdobrava e nem assim cumpria todos os compromissos que tinha dia após dia. Aguentava o fardo, bem sabia que no mundo mais do que o amor existe. Conseguia viver só, amava a própria companhia e na garganta não havia nós por aquele que ele amou, mas já não mais vinha, já não mais tinha. E era por sentir-se tão bem e ele continuar lhe fazendo falta que esse tempo sem aquele que ele amou o inquietava. Era por ter tantas certezas, era por sentir-se completo que lhe rondava uma estranheza sobre aquele que ele de certo ainda amava. Se não era carência, se não era por falta do que fazer, se não era doença, se não era por frio ou por calor, ele então tomava consciência de que aquela permanente ausência só poderia ser o tal do amor. E mesmo sem ele, mesmo sem a companhia daquele que amava, nada mais o esperançava tanto, nenhuma outra coisa lhe trazia um sorriso tão grande ao rosto como saber que amava e que há amor. Não vivia da ausência, mas a lembrança dele se tornara parte da sua essência. Não parou sua vida, mas com amor seguia. Em tempos em que a vida passava e o amor qual fosse ainda era tudo o que importava. Há de ser assim, duas vidas, uma história em pausa e você ainda em tudo, para que esse amor não tenha fim. Por isso entenda, você não é razão para qualquer tristeza que um dia habite em mim. Hoje, você não é a razão de qualquer choro meu. Não há mais dor por ter te amado, pois você é a razão do meu sorriso e de todo amor que eu preciso ter comigo.

Rapidinhas - notícias de amor

Direto ao que interessa e sem dramas

Filme Peixe Grande
Recorte do cartaz de Peixe Grande (2004)

Um giro ligeiro e prazeroso sobre o que anda sendo publicado na Internet sobre amor e relacionamentos.

Árvore genealógica online
A resposta à pergunta "de onde viemos?" talvez não possa ser respondida, mas de onde você veio pode não ser assim tão difícil de responder. Com mais de 550 milhões de perfis, o site "My Heritage" oferece gratuitamente o serviço de árvore genealógica online, para que o usuário possa mostrar sua origem e família a quem deseje. Além das árvores genealógicas, mais de 14 milhões de árvores foram criadas no site, há ainda a possibilidade de buscar por antepassados no site, verificar com qual celebridade você parece e os pais corujas ainda contam com um programa online que verifica com qual dos pais o filho do casal mais parece.

Participe construindo sua árvore de família!

Homens que fogem de relacionamentos amorosos podem ser psicopatas, diz psquiatra
Ele te conquista, te leva para a cama, e depois... desaparece! Grande parte delas (e deles também) provavelmente conhece um tipo assim. Garanhões, cafajestes, galinhas, os nomes que esses tipos ganham são vários, mas o resultado que o comportamento deles provoca é um só: sofrimento. Agora o especialista em relacionamentos amorosos norte-americano Steve Carter diz que a razão para que eles hajam assim também pode ser uma só: fobia de compromisso. No entanto, em casos extremos a verdade é que esses homens podem é não se importar nem um pouco com o sentimento do outro, e alguns psicólogos estão classificando comportamentos assim como psicopatia leve. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz, autora de "Mentes perigosas": "no campo dos relacionamentos amorosos, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir". A reportagem completa você confere no site da Marie Clarie.

Polêmica à vista!

Amor torna o cérebro incapaz de perceber rostos mais bonitos, diz estudo
Cientistas da Universidade da Flórida descobriram que o amor torna o cérebro humano incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos. Durante teste com homens e mulheres, os pesquisadores constataram que pensar em amor faz com que o cérebro passe a evitar e repelir pessoas muito atraentes, para evitar traições. Outra descoberta do estudo é a de que esse mecanismo antitraição do cérebro é quatro vezes mais forte do que nos homens. Detalhes da pesquisa no site da revista Super.

Conheço alguns cérebros nos quais esse mecanismo não funciona...

Foi bom pra você? Até a próxima rapidinha!

Para sugerir links à seção clique aqui.

Eu não era o amor da vida do amor da minha vida

Daqui de dentro da vida real

Filme ExRecorte do cartaz de Ex (2009)

Quantas vezes você sonhou com o amor da sua vida? Quantas vezes você acreditou com todas as suas forças que havia encontrado o amor da sua vida? Algumas várias. Mas a verdade é que a sua vida será só uma, os seu amores serão muitos, e poucos serão o amor da sua vida, então por que se prender tanto a ele? E pode ser até que você passe por essa vida sem encontrar esse tal amor da sua vida ou sem ser encontrado por ele, mas nem por isso deixaremos de ter uma vida. Eu, às vezes, andando pelas ruas, olhando para alguns, fantasio: "ele podia ser logo o amor da minha vida". Mas, provavelmente não será, provavelmente não é ele o amor da minha vida, assim como não foram todos eles que eu amei, tantos deles em vão. Você escuta tanta coisa que acaba aprendendo que um dia você vai amar muito a alguém e ser feliz. E eu cheguei a me contentar com esperar por esse dia, a limitar minha vida a isso. Eu me contentava com amar sem ser amado, em nome do amor. Era eu e o amor por ele ao meu lado. Demorei para notar que ele nunca esteve ao meu lado, era apenas o que eu sentia por ele. Leva algum tempo até que alguém nos conte a outra parte (a mais importante) dessa história de um dia amar muito alguém: "olha, será preciso que essa pessoa também te ame muito, ou você vai sofrer". São tantas vezes que ouvimos que precisamos lutar por um amor, que passamos a agir como se estivéssemos mesmo em uma guerra, como se fôssemos obrigados a aceitar tudo, a suportar fome, frio e solidão, em nome de algo maior, o amor. Sim, o amor é maior, mas se você amar o alguém errado, é você quem se tornará menor. Lute sim, batalhe pelo amor, mas não adianta lutar quando não haverá vitória, não adianta brigar se você vai terminar cansado, sozinho e vencido. Você não precisa insistir para que alguém te ame, você não precisa lembrar a alguém que a indiferença dele te magoa, você não precisa se esforçar tanto, é essa a verdade. Mesmo que te doa, um dia será preciso encarar que ele não te ama e ir em busca desse amor RECÍPROCO. Vá em busca de alguém que te ame de graça, de alguém que lhe mostre a completude de amar e ser amado. Não viva um amor que lhe faça precisar amar por dois. Não se canse tanto amando o amor da sua vida, vai lhe faltar energia para a vida com ele ou com quem for. Eu queria uma vida de filme, uma vida de comédia romântica. Mas o meu erro nunca foi querer uma vida assim como a dos filmes, o meu erro foi não entender bem as histórias, foi não ter percebido que, não adianta, seja nas histórias clássicas ou nas contemporâneas, ninguém ama a quem não quer amar. E quando você ama sem ser amado, na vida real, você não terá sequer alguém na plátéia chorando por você. Ninguém vai te dar o Oscar por sofrer por amor aqui na vida real, então desista de quem não te ama. Não adianta querer dar às pessoas os papéis que não são os delas. Existem pessoas que nasceram para se relacionar e amar alguém, existem pessoas que não. E, mais do que isso, existem pessoas que vão amar você e existem outras que não. É simples! Talvez, um dia elas mudem, talvez um dia você mude. Mas agora é sem talvez, é com certeza. Com certeza não cabe a você decidir o destino de alguém como sendo ao seu lado. Talvez o erro seja delas, talvez o erro seja nosso. Talvez seja tudo um acerto. Existem várias possibilidades, mas a realidade é uma só. E quando a realidade não está como você quer, é chegada a hora de mudar. Quando for sonhar com o próximo amor da sua vida, confira com calma se ele ao menos está na sua vida, verifique como é a realidade ao acordar. É que sonhar demais com amor dá insônia (e pesadelos)!
 
"- Acho que o meu talento sempre foi encontrar os homens errados.
- Não é fácil achar os certos"

(Law & Order: SVU)

De dentro da xícara - Google Buzz do amor

Espalhando amor no Google Buzz

Filme Coffee and cigarettes
Recorte do cartaz de Coffee and cigarettes (2003)

Em 2010 o Google lançou o Buzz, a rede social voltada a espalhar suas informações entre seus contatos, uma espécie de Twitter do Google. Também estou no Buzz e quero te convidar para me seguir no site. Lá você dispõe dos seguintes serviços:
  • Frases de amor retiradas de livros, filmes, músicas e seriados;
  • Notícias sobre amor e comportamento;
  • Novas publicações do blog para serem lidas dentro do próprio Buzz;
  • Pode avaliar os buzz que forem postados registrando se gostou ou não deles;
  • Pode comentar as publicações do blog e os buzz que eu postar;
  • Confere um pouco do dia-a-dia deste humilde blogueiro!
"Vem comigo, no caminho eu te explico!" (Cazuza)

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