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31 julho 2010

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Entrevista - Traição: um raio-x da fidelidade no amor (Mirian Goldenberg)

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A infidelidade masculina e feminina no Brasil

Filme Casos e casamentosRecorte de Casos e casamentos (2004)

Segundo resultados de pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, a fidelidade é mais valorizada pelos brasileiros do que uma vida sexual satisfatória. Traduzindo: os brasileiros preferem não serem felizes sexualmente do que serem traídos pelo parceiro. Os dados da pesquisa, divulgados em 2007, indicam que 53% acham a traição o fator mais prejudicial do casamento e apenas 1% acha que uma vida sexual insatisfatória é um problema. "A infidelidade é percebida como sintoma de uma insuficiência da relação amorosa. Para muitos, sem a fidelidade, a relação não sobreviveria, pois acreditam, ou precisam acreditar, que são únicos para o parceiro", afirma a antropóloga Mirian Goldenberg, que há vinte anos pesquisa a fidelidade no Brasil. Nesta entrevista, Mirian, que acaba de lançar o livro "Por que homens e mulheres traem?", apresenta um raio-x da traição no Brasil com base nas pesquisas que realizou e revela: "para muitas pesquisadas, a fidelidade é muito mais valiosa do que a presença de um homem em suas vidas".


Quando e como a senhora se interessou por pesquisar a traição?
M: Há mais de vinte anos venho pesquisando a (in)fidelidade masculina e feminina no Brasil. Para o meu primeiro estudo sobre o tema, entrevistei mulheres de diferentes gerações que foram, ou ainda são, as Outras. Foi durante o meu doutoramento em antropologia e se transformou no meu primeiro livro sobre a questão.


A infidelidade masculina é tão recorrente no Brasil que movimenta um mercado próprio: há sites que arrumam álibis para os maridos infiéis"

Na minha pesquisa, com 1279 indivíduos das camadas médias da cidade do Rio de Janeiro, quando perguntei: "Quais os principais problemas que você vive ou viveu em seus relacionamentos amorosos?", homens e mulheres responderam, em primeiro lugar: ciúmes e infidelidade. No entanto, a principal queixa masculina foi, basicamente, falta de compreensão. Já as mulheres responderam: egoísmo, incompatibilidade de gênios, falta de segurança, falta de confiança, falta de sinceridade, falta de diálogo, falta de liberdade, falta de paciência, falta de atenção, falta de companheirismo, falta de maturidade, falta de amor, falta de carinho, falta de tempo, falta de tesão, falta de respeito, falta de individualidade, falta de dinheiro, falta de interesse, falta de reciprocidade, falta de sensibilidade, falta de romance, falta de intensidade, falta de responsabilidade, falta de pontualidade, falta de cumplicidade, falta de igualdade, falta de organização, falta de amizade, falta de alegria, falta de paixão, falta de comunicação, falta de conversa etc. Algumas ainda afirmaram que falta tudo. Enquanto os homens foram extremamente objetivos e econômicos em suas respostas, algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais e mais faltas.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 71 % dos pedidos de separação feitos por mulheres são motivados por traição masculina. A infidelidade masculina é tão recorrente no Brasil que movimenta um mercado próprio. Na Internet, um site chamado Álibi presta um serviço para arrumar, justamente, álibis. Eles enviam convites para eventos, fazem reservas em hotéis e prestam assistência telefônica. Assim, se uma esposa quiser entrar em contato com seu marido (infiel), uma recepcionista atenderá de maneira a garantir que ela acredite que ele está ocupado trabalhando ou em algum evento importantíssimo (e não com sua amante, como efetivamente está). Também na Internet existem inúmeros chats destinados apenas a pessoas casadas interessadas em encontros com outras pessoas casadas.

Decidi aprofundar o meu estudo ao perceber que as diferenças de gênero são marcantes, mas a traição é um problema grave para homens e mulheres.


Para algumas pessoas, parece ser mais importante não ser traído do que ser de fato amado. Há alguma explicação para isso?
M: A crença na fidelidade do parceiro é fundamental. As mulheres que pesquisei enfatizam que recebem provas constantes de que são as únicas. A infidelidade é percebida como sintoma de uma patologia ou insuficiência da relação amorosa. Não é uma questão moral ou obrigatória. É uma impossibilidade sentimental. A fidelidade do amante é um valor tão fundamental que, sem ela, a relação não sobreviveria. Elas acreditam, ou precisam acreditar, que são únicas, especialmente no domínio sexual.
Ficar sozinha está acima de ser a esposa traída. Portanto, a figura do homem perde completamente o valor quando ele é infiel"
Na hierarquia de valores das minhas pesquisadas, a melhor posição é a da esposa (com um marido fiel); seguida da Outra (com um amante fiel), da mulher que está só e, por fim, da mulher casada com um marido que tem a Outra. Esta última, segundo elas, é a posição mais humilhante, submissa, passiva, dependente, insatisfatória. A pior posição para elas é a da esposa que, elas acreditam, não tem uma vida sexual com o marido nem outros prazeres, apenas obrigações com os filhos e com a casa. Elas preferem ser as Outras do que serem sós, mas preferem ser sós do que mal acompanhadas (com um parceiro infiel). Como mostrei no livro Coroas, no Brasil, ter um marido fiel é uma verdadeira riqueza, especialmente em um mercado afetivo e sexual em que os homens disponíveis para o casamento são escassos. Criei o conceito de "capital marital" ao perceber que as mulheres casadas sentem-se poderosas e satisfeitas por terem um marido e, mais ainda, por acreditarem que ele é fiel e completamente dependente delas. Pode-se pensar que, no caso de não se possuir o "capital marital", o amante fiel é considerado um outro tipo de capital, um pouco menos valorizado mas ainda desejado. É interessante destacar que, na hierarquia das pesquisadas, ficar sozinha está acima de ser a esposa traída. Portanto, a figura do homem não é incondicionalmente soberana. Apesar do marido ou do amante serem verdadeiros capitais para as pesquisadas, eles perdem completamente o valor quando são infiéis. O que reforça a idéia de que a fidelidade é o principal valor para as pesquisadas, um capital muito mais valioso do que a presença de um homem em suas vidas.

Filme Simplesmente complicado
Recorte do cartaz de Simplesmente complicado (2010)


O que motiva uma traição?
M: No material da minha pesquisa, chama muita atenção o fato de as mulheres reclamarem da falta de intimidade com seus parceiros, enquanto os homens se queixam da falta de compreensão de suas mulheres. Esta me pareceu a diferença de gênero mais marcante entre os meus pesquisados. Do lado feminino, a ânsia por intimidade. Do masculino, a busca por compreensão. Talvez aqui, neste descompasso entre os desejos femininos e masculinos, esteja a chave para se compreender os atuais conflitos nos arranjos conjugais e, também, a infidelidade. Pode-se perceber, nos discursos de homens e mulheres, um verdadeiro abismo entre os gêneros quanto ao valor e ao significado da intimidade e da compreensão nos relacionamentos amorosos.


Outro dado interessante da pesquisa é o diferente posicionamento de homens e mulheres no que diz respeito à traição. Os homens se justificam por terem uma "natureza" propensa à infidelidade. Eles dizem trair por "instinto", "vocação", "natureza", "atração física", "vontade", "tesão", "oportunidade", "disponiblidade", "galinhagem", "hobby", "testicocefalia". Nas respostas femininas encontrei "insatisfação com o parceiro", "falta de amor", "falta de romance", "falta de atenção", "para levantar a auto-estima", "vingança", além de um número significativo de mulheres que traem porque não se sentem mais desejadas pelos parceiros. As mulheres culpam os maridos ou namorados por elas serem infiéis.
Um dos entrevistados me disse: 'O cafajeste é o único cara que consegue transar com dez mulheres e fazer com que cada uma das dez se sinta a única'!"
Encontrei, também, a idéia de que o importante é acreditar na fidelidade, muito mais do que ser efetivamente fiel. O depoimento de um dos meus pesquisados é exemplar para compreender o paradoxo da infidelidade. Para ele, o cafajeste, o homem que é mestre em ser infiel, pode ser considerado "o homem mais fiel do mundo", porque sabe representar muito bem o papel de homem fiel com diferentes mulheres (e não apenas com uma):

"Sabe qual é o maior paradoxo? O cafajeste é o cara mais fiel do mundo. Ele é o único que faz com que as mulheres se sintam únicas. Cada mulher com quem ele se relaciona se sente especial na vida dele. E é isso o que uma mulher quer ser: especial, única, ou melhor, ela quer acreditar que é a única. O cafajeste é o único cara que consegue transar com dez mulheres e fazer com que cada uma das dez se sinta a única na vida dele. Não é isso o que as mulheres querem? Serem únicas? Então o cafajeste é o cara mais fiel do mundo. É o único que faz com que dez mulheres acreditem que ele é fiel e que elas todas são únicas. Moral da história: é melhor ser cafajeste do que um cara fiel, porque elas acreditam mais no cafajeste do que em nós. Não é um paradoxo maluco?"


Dizem que para o homem a traição incomoda se for sexual e para a mulher a traição incomoda se for sentimental. Mito ou realidade?
M: Apesar de muitos comportamentos masculinos e femininos não estarem mais tão distantes, inclusive no que diz respeito à traição - como mostram os dados da minha pesquisa em que 60% dos homens e 47% das mulheres afirmam já terem sido infiéis – os discursos femininos e masculinos são extremamente diferentes.

Questionados sobre os problemas na relação, os homens foram objetivos, enquanto algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais e mais faltas"
Pode-se notar, ao analisar estes dados, que os homens justificam suas traições por meio de uma suposta essência masculina. Já as mulheres infiéis dizem que seus parceiros, com suas faltas e infidelidades, são os verdadeiros responsáveis por suas relações extraconjugais. Ou seja, no discurso dos pesquisados, a culpa da traição é sempre do homem: seja por sua natureza incontrolável, seja por seus inúmeros defeitos (e faltas) no que diz respeito ao relacionamento. Se é inquestionável que, nas últimas décadas, houve uma revolução nas relações conjugais, pode-se verificar que, na questão da infidelidade, ainda parece existir um "privilégio" masculino, isto é, ele é o único que se percebe e é percebido como sujeito da traição. Enquanto a mulher, mesmo quando trai, continua se percebendo como uma vítima, que no máximo reage à dominação masculina.

9 dos desabafos - DESABAFE!:

  1. Muito bom!
    "a mulher, mesmo quando trai, continua se percebendo como uma vítima, que no máximo reage à dominação masculina."
    A mulher ainda não conquistou o direito de assumir uma traição pelos reais motivos.
    Seguindo seu blog!
    www.agridoceassim.blogspot.com

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  2. Quê,
    Ou o direito de não precisar trair, de ter, quem sabe, uma relação aberta para não precisar trair e enganar ninguém! ;)
    Obrigado! Beijos!

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  3. Ru,

    Achei seu texto muito esclarecedor. Quem diria que no Brasil as coisas ainda seriam vistas desta maneira né?

    Grande abraço.

    Priscilla

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  4. Priscila Muller,
    Pois é, também fiquei surpreso com a entrevista! Que bom que você gostou! :D Beijos!

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  5. Por mais que eu tente acreditar nesses estudos, traição pra mim não tem desculpa. E acho que esses estudos só servem de desculpa para pessoas que traem e pra mim pioram mais ainda quando diferenciam a traição do homem e da mulher. Acredito que quem ama não trai e traição é do carater da pessoa. PRA MIM, quem ama não tem coragem de decepcionar seu/sua parceira(o) a tal ponto (porque todos nós sabemos que uma traição é super decepcionante e desgastante pra uma pessoa).. acredito que o sentimento pesa muito mais que uma aventura e o tesão. Acho hipocrisia de todos que querem justificar uma traição dizendo que é por falta de atenção, incompatibilidade sexual seja la a desculpa que tiver.. MUITO melhor terminar e procurar outro parceiro, quem tem um milhão de pessoas ai fora querendo alguem e procurando exatamente o que você tambem procura. Até entendo pessoas que traem depois de terem descoberto a traição do outro, muitas pessoas tem a ilusão que fazendo o mesmo tão se igualando e não tão sendo feitos de idiota. Mas o que é pura ilusão porque fazer o mesmo é só se rebaixar (não tem coisa melhor que ter a consciencia tranquila e sair de cabeça erguida falando que fez seu papel e foi fiel ao sentimento que sentia pelo outro). Acho que o 'amor verdadeiro' hoje em dia está muito banalizado e tudo se tornou aceitavel (desde uma traição a uma agressão ao parceiro), acho isso muito ridiculo! AMOR pra mim é algo muito especial e único e que deve ser respeitado ao máximo e considero a traição o ÁPICE do desrespeito. MAAAS, tambem não sou hipocrita de dizer que pessoas que amam não podem se sentir atraidos por outras.. acredito que temos o que pesar o que vale a pena!

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  6. Anônimo,
    A antropóloga entrevistada não defende ou incentiva a traição ela apenas identifica, descreve e analisa como se dá a infidelidade em nosso país. Também não sou a favor da traição, acho que se a pessoa quer ficar com outras pessoas ela deve estar com quem queira uma relação aberta. Abraço!

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  7. Muito bom.
    Além da informação, me diverti muito com o texto, apesar de me parecer obvio que não houve esta preocupação... Adorei.
    Gostaria de falar sobre algo que venho observando, desde que criei o meu primeiro orkut... da ate pra fazer uma estatística espontânea... No perfil, onde se lê: "o que não suporto". Nele, tenho a impressão que, 101% das mulheres respondem, mentira, traição... e coisas do gênero.
    Penso... A mentira é um problema que esta na transmissão ou na recepção??????????
    E tem mulheres que dizem: Era só ele me falar, não precisava trair... Nos combinamos, quando um de nós estiver interessado em alguém é so falar... (KKKKKKKKKK...)
    Acho que a mentira leva ao distanciamento da intimidade de alma, mas enquanto as pessoas não forem maduras para aceitar a realidade acima de seus desejos pessoais, o negocio é mentir.
    Não gostaria jamais de fazer esta transmissão, mas a recepção é péssima.
    Meu carinho a todos.


    Luiz (.elo.)
    oooooooooo.elo.oooooooooo@hotmail.com
    Nossa! Que amores!

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  8. Olá. Muito interessante a entrevista. Este eu creio que seja um dos temas mais fundamentais a serem concretamente postos em pauta e discutidos, hoje. Porem numa sociedade que convem continuar fadadá a vestir mascarás e maquiagens de falsas virtudes. Praticamente nao se tem se quer uma razoavel exposição do assunto referido neste texto acima.
    Particularmente, este assunto muito me interessa, e, eu nao descobri ainda uma equação para a situação: A: O ser humano é capaz de sentir atração fisica, e mesmo gostar de 1 ou mais pessoas sexualmente (e também afetivamente em algumas circunstâncias). B: mesmo amando muito o seu parceiro(a). Realmente parece e é complicado! Para entender algumas questoes da parte A da equação. A nossa natureza (ciência Biológica), nao é monogâmica, ou seja, nos interessamos em ter relações sexuais, normalmente, com mais que uma pessoa ao mesmo tempo em que estamos nos relacionando com alguém em nossas vidas. Analisando um pouquinho a história, vemos que em sociedades como na Grécia antiga, a relação poligâmica, era algo muito comum , e, aceito como sendo a natural forma de relação humana sexual. Depois de milênios temos na sociedade as relações , que eu chamo de: pseudo-monogâmicas. Pois, o formato dessas relações nao admite a relação-sexual do parceiro com outra pessoa. Mas Sabe-se que isso acontece muito, e de uma ceta forma, socialmente, se tolerá isto. Pelo lado da parte B da equação. Sabemos que é comum sentir atração e desejo sexual por outra pessoa que nao seja seu parceiro, E isso independe, de voçê amar muito a sua esposa(o) ou namorada(o), Pois isto não esta ligado a falta de afeto ou desejo pelo parceiro. O desejo pelo outro pode surgir de muitas maneiras, vou dizer algumas. Pode surgir por: Questões de necessidade fisíca e hormonal; Por desejo à beleza ou sedução, atração; Por afastamento sexual e afetivo (conversa, carinho, atenção) do parceiro; Por monôtonia, e mesmiçe na relaçao com o parceiro; Por inquietação em descobrir outras formas de contatos sexuais, e mesmo perceber com outras pessoa se alguma coisa pode estar acontecendo de errado na relação sexual com seu parceiro, por culpa sua, mas voçê nao tem coragem de perguntar a ele. Enfim, existem muitos outros motivos além dos que indiquei.
    O fato é , a sociedade atual condena a relação sexual com outra pessoa que nao seja seu parceiro, mas pratica este "crime", mas etende que issa é a maior ofença ao amor. Tendo como entendimento que amar significa querer e gostar muito de alguém, podemos entnder de maneira simplificada, que no caso do amor referente a casamento , namoro e relações desse grau afetivo , amar signifca: estar com (possuir) alguém que gostamos muito afetivamente. Outras atos dentro das relações nao costumam ser considerado traição como: Gritar, xingar, ofender e dizer as coisas que sabemos que mais machucam , férem nosso parceiro; esses sao atos aceitaveis e naos são tratados como traição. Por ai, percebe-se que a traição nao signifca trair o sentimento de amar, gostar, querer bem, tratar bem e etc. Entemos como traição, a relação sexual com outra pessoa e ponto. Ou seja, o que realmente acontece é que não suportamos a atraição, pois isso significa que a pessoa não pertence apenas a nós (principalmente no sexo), e como a sensação e significado real do que se entende quando amamos alguem é que temos ( nos pertence sexualmente , afetivamente) a pessoa que tanto gostamos , amamos. Neste desvendar simples sobre amar, é facil entender que a relação sexual com outro pessoa é a maior das traições. Ou seja é o maior "pecado" ao amor. Por que trair nao incomoda por uma subjetiva falta de amor, ou de companherismo, e sim por que nao ter com exclusa afetividade (principalmente no sexo) nosso esposo(a), significa ser traido.Simplicadamente, sentimos que nao temos mais valor, ou nao somos mais amados, ou meu parceiro nao me merece por que me traiu, portanto não me ama.

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  9. Qualquer vontade de diálogar
    email: gracco.lopes@gmail.com

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(Ronaldo Monteiro/ Ivan Lins)

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