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30 agosto 2009

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Entrevista - Poliamor: o fim do amor romântico e a era do relacionamento aberto (Regina Navarro Lins)

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Quando amar mais de um é normal

Filme Vicky Cristina BarcelonaRecorte do cartaz de Vicky Cristina Barcelona (2008)

"O amor e o sexo estão entre as principais causas de um grande sofrimento das pessoas, tirando miséria, tirando doença. As pessoas gastam um tempo enorme de suas vidas sofrendo por amor". Assim a psicanalista Regina Navarro Lins define o atual momento amoroso da sociedade ocidental. Autora do best-seller "A cama na varanda" e de mais sete livros que abordam o amor, ela se dedica há cerca de 15 anos ao debate das questões amorosas. Nesta entrevista ela fala sobre o fim do amor romântico, o início do poliamor e o futuro das relações amorosas modernas.


O ideal do amor romântico, de uma pessoa completar ao outro e fazê-lo totalmente feliz, chegou ao fim?
R: Eu acho que o amor romântico dá sinais de que está saindo de cena. A mudança das mentalidades é lenta e gradual, não acontece de uma hora para a outra. Então, o amor romântico ainda existe, os ideais dele começaram no século XII e ganharam força no século XIX. É um amor idealizado, é um amor que você acredita que vai se completar na relação com outra pessoa, é um tipo de amor que prega a fusão entre os amantes, e que existe apenas no Ocidente. O ocidental ama estar amando, se apaixona pela paixão, aquela exaltação. E o amor romântico é calcado na idealização do outro. Você inventa uma pessoa, você conhece uma pessoa e atribui a ela características de personalidade que você gostaria de ter ou gostaria que ela tivesse, depois, na vida cotidiana, você fica reclamando da pessoa o tempo todo, querendo que ela se transforme para se encaixar naquilo que você idealizou.

No amor romântico você não se relaciona com a pessoa real, mas mas com a pessoa que você criou em sua mente"


O amor é uma construção social, em cada época as pessoas amam de um jeito. No momento, o amor romântico está saindo de cena porque nós estamos vivendo uma época em que se observa a busca da individualidade, algo que eu não acho negativo, é até positivo, pois a grande viagem do ser humano, hoje, é pra dentro de si mesmo, cada um quer saber das suas possibilidades, cada um quer desenvolver seu potencial. Por isso aquela ética do sacrifício pelo outro, que você tem que ceder, tem que se sacrificar pelo outro, pregada pelo amor romântico, é incompatível com o atual estágio da sociedade. Então, me parece que um novo tipo de amor está começando a surgir e o amor romântico está saindo de cena. O mais importante dessa saída de cena dele é que ele está levando consigo a exigência de exclusividade, porque ele está batendo de frente com os anseios contemporâneos, a busca da individualidade, pois o amor romântico prega o oposto, ele prega a fusão dos amantes, a exclusividade total, ele prega que um amante só tem olhos para o outro, nada no mundo interessa além da pessoa amada, nada tem sentido se o amado não estiver junto. O amor romântico traz a expectativa de que quem ama não deseja mais ninguém, quem ama não tem tesão por mais ninguém, uma série de equívocos nos quais as pessoas passaram a acreditar há bastante tempo, porque nós somos regidos por esse mito do amor romântico, e você vê isso nas novelas, no cinema, na música e em tudo mais. Felizmente, o amor romântico dá sinais de sua saída de cena e digo felizmente porque nele você não se relaciona com a pessoa real, você se relaciona com a pessoa que você criou.
O ciúme não existiria no poliamor, na medida em que você não será trocado por outro"

O que caracteriza o poliamor, esse novo amor que substituirá o romântico e que é sempre citado nos trabalhos da senhora?
R: Certa vez uma grande revista semanal me entrevistou sobre o poliamor, eu falei tudo que sabia, mas resolvi me aprofundar no assunto. O poliamor coincide com tudo isso que eu falo, eu observo que daqui há algum tempo menos pessoas vão querer se fechar em uma relação a dois, mais pessoas vão preferir ter relações soltas, com mais de uma pessoa ao mesmo tempo e isso coincide com esse fim do amor romântico. Enquanto o amor romântico é ocidental, o poliamor existe no mundo todo, por isso me dediquei a pesquisá-lo e encontrei muitas coisas, houve um congresso sobre poliamor na Alemanha, teve uma passeata em Londres, na Internet há mais de um milhão de citações sobre o poliamor em todas as línguas. Por isso, eu acho que o poliamor é uma tendência, daqui há 20, 30 anos, não é possível precisar quanto tempo, mas é muito possível que muito mais gente participe do poliamor, que consiste em amar várias pessoas e ser amado por várias pessoas. Na verdade, isso já acontece, mas as pessoas sofrem, porque não é aceito. Então, elas sofrem, elas são obrigadas a escolher, muita gente tem um momento da vida no qual está amando duas pessoas, mas é tomado pela culpa, é obrigado a decidir, gerando grande sofrimento. Em algum tempo isso se tornará mais fácil.



Viver em um relacionamento aberto é sinônimo de poliamor?
R: Não necessariamente. No relacionamento aberto, como é conhecido, cada um sai com outros parceiros do seu lado, pois toda relação tem códigos, tem pactos que você faz, mesmo inconscientemente. Então geralmente um relacionamento aberto, que as pessoas definem como relacionamento aberto, é cada um poder sair, ter sua vida, independentemente do outro, e você pode comentar com o outro ou não sobre outras pessoas com as quais se relacionou, sendo que a maioria das pessoas não comenta, pois hoje ainda geraria sofrimento saber. O poliamor vai além, ele pretende que seja natural para todo mundo amar e ser amado por outros que não sejam o companheiro, sem precisar de segredo nenhum, a idéia é que isso seja algo tranquilo, seu parceiro ficaria contente por você ser amado por outra pessoa. Os poliamoristas alegam que o cíume não existiria no poliamor na medida em que você não será trocado por outro. Já faz algum tempo que percebemos que o ciúme existe por conta do medo da perda, então, se eu vou a uma festa e meu marido se interessa por uma outra pessoa, imediatamente o companheiro fica com medo de que ele prefira a essa outra pessoa do que a mim. O ciúme vem do medo de não ser escolhido. Os poliamoristas alegam que isso não aconteceria no poliamor porque você não precisaria abrir mão de ninguém para estar com outra pessoa. Por esses motivos eu acredito que a relação aberta como é conhecida se diferencia do poliamor, porque o poliamor é muito mais aberto e tranquilo.

Filme Três formas de amar Recorte do cartaz de Três formas de amar (1994)


Às vezes parece que avançamos na compreensão do amor, mas não na prática amorosa. A senhora acredita que estamos atrasados na vivência do amor?
R: Não! Eu acho o seguinte: nós vivemos uma repressão muito grande durante milênios, durante cinco mil anos o patriarcado se instalou, então, as pessoas eram muito reprimidas, o cristianismo criou um horror ao sexo, um horror ao prazer, tudo isso aliado à uma moral muito rígida, em que todos tinham que se enquadrar em modelos, quem não se enquadrasse em um modelo imposto era discriminado. As coisas começaram a mudar na década de 1960 com a pílula anticoncepcional, que foi um divisor de águas: a mulher pode escolher se teria filhos, o sexo se dissociou da procriação, o movimento gay pode surgir a partir da pílula também, porque depois da pílula os heterossexuais podiam fazer sexo só pelo prazer, igualando a prática heterossexual e homossexual. A pílula propiciou o movimento feminista, o movimento gay, o movimento hippie, a revolução sexual. Portanto, eu acho que essa repressão foi muito forte durante muito tempo e nós estamos no meio de um processo de quebrar com os preconceitos, de quebrar com os tabus, uma busca maior do prazer sem culpa, isso é um processo no qual estamos caminhando e assistindo uma profunda transformação nas mentalidades e vamos ver muito mais daqui há alguns anos. Eu não tenho dúvida de que uma criança que nasça hoje terá relações amorosas completamente diferentes das vividas no momento.

O amor faz com que o indivíduo se sinta menos desamparado, porque nós todos somos profundamente desamparados"



Algumas correntes filosóficas, como o estoicismo, dizem que o amor e paixão fazem grande mal ao homem. A senhora acredita que o problema é o amor ou nós que não sabemos amar?
R: Eu acho que o que faz mal é mesmo o amor romântico! Esse tipo de amor que está na cabeça de todo mundo, ele faz mal porque cria expectativas impossíveis de serem realizadas, como a complementação total, a exclusividade, a eternidade, quer dizer, esse tipo de idealização do par amoroso é que gera sofrimento. Eu acho que a gente não tem ainda um conhecimento, uma vivência para falar do sofrimento causado por um outro tipo de amor, porque o amor romântico está entre a gente faz muito tempo. Na verdade, o amor romântico começou a ser uma possibilidade no casamento a partir do século XIX, e entrou como fenômeno de massa a partir de 1940, quando as pessoas começaram a casar por amor, porque antes ninguém casava por amor, casava-se por interesses econômicos, políticos, etc. Então esse amor romântico é prejudicial mas a maioria das pessoas quando falam em amor, pensam no amor romântico, e elas nem gostam quando você critica, para elas é bom sentir a emoção do amor romântico porque elas não conhecem outro tipo de emoção, fomos condicionadas a desejar essa exaltação que o amor romântico provoca.


O amor e o sexo estão entre as principais causas de um grande sofrimento das pessoas, tirando miséria, tirando doença. As pessoas gastam um tempo enorme de suas vidas sofrendo por amor, com seus medos, fantasias e culpas. A minha intenção ao discutir o amor é contribuir para a mudança das mentalidades, para que as pessoas vivam melhor, com mais prazer. Ainda existe muita repressão com relação ao sexo, ainda existe muito tabu, muito preconceito com as relações amorosas. Por isso defendo idéias mais libertárias.
As pessoas buscam o amor romântico porque foram condicionadas a isso e acreditam que é o único amor"


Por que a senhora acredita que o amor tem tanta importância para as pessoas na sociedade contemporânea?
R: O amor, em um sentido amplo, o amor entre parentes, entre amigos, tem importância porque ele faz com que o indivíduo se sinta menos desamparado, porque nós todos somos profundamente desamparados a partir do momento em que saíamos do útero de nossa mãe, pois no útero temos a total satisfação das nossas necessidades, e quando nascemos somos tomados por um sentimento de falta, de desamparo. Então, você amar e se sentir amado é maravilhoso, porque atenua o seu sentimento de desamparo. Agora o amor romântico é uma outra história, ele é uma construção social cheia de expectativas, por isso eu acho que ele é importante, as pessoas buscam o amor romântico porque elas foram condicionadas a isso e acreditam que é a única forma de amor. Mas no momento em que elas vivenciarem outro amor ele será importante também e talvez até mais do que o amor romântico.



Por que a senhora escolheu se dedicar ao amor enquanto psicanalista?
R: Eu sou psicanalista há 35 anos, durante muitos anos eu atendi em consultório, dei aula na universidade e não trabalhava com essa questão amorosa especificamente, mas eu sempre percebi que isso gera muito sofrimento, as pessoas sofrem demais por conta do amor e das questão sexuais. Há uns 15 anos eu abri uma instituição em que eu podia dar palestras e eu escolhi o tema amor porque eu sempre achei que as pessoas gostariam de discutir isso e foi muito bom porque a procura foi imensa. Então, comecei a me aprofundar nisso, em discutir as questões amorosas, pois para isso você tem que estudar muito, estudar a história das mentalidades, que vai além da história tradicional de datas e nomes, hoje existe uma quantidade enorme de livro sobre as mentalidades, sobre casamento, sobre as relações, sobre o que as pessoas viviam, o que sentiam. Em 1997 lancei meu primeiro livro, A cama na varanda, um best-seller e o primeiro dos meus oito livros, sempre trabalhando com o amor, e quanto mais eu lia, mais eu me apaixonava pelo tema, e hoje acho que a coisa mais interessante que tem é você mergulhar no estudo do amor.



Qual a importância da Internet para o debate amoroso?
R: Uma importância imensa! Porque as pessoas podem falar livremente, se quiserem ficam anônimas e tem uma comunicação instantânea. Então, você escreve no Orkut e na mesma hora alguém entra, já lê o que você escreveu e pode responder. A Internet é fundamental não só para debater o amor, mas para qualquer discussão. Provavelmente até o fim do ano eu estarei lançando dois livros. Um que eu escrevi baseado no que os usuários do meu site declaram, pela interação com esses usuários, o que me deu uma amostragem de como as pessoas estão pensando o amor e o sexo hoje, quer dizer, pelo menos as pessoas de uma determinada faixa social e que se interessam por amor e sexo, pelo que elas participam através do site e respondem.

34 dos desabafos - DESABAFE!:

  1. Sou muito possessivo, poliamor, não encaixa nos meus valores, acho q neste quesito sou um amante à moda antiga, adoro flores, amo a poesia e principalmente mulheres poéticas, derretidas de mimos, gosto de carícia entre dois, gosto de brochar sem ninguém ver, gosto de encher de prazer e parecer mentira, gosto que me chamem, meu homem, gosto de chamar minha mulher, cada um no seu quadrado, mas ainda creio no amor como a melhor fórmula de sentir extaze no coração e palpitar na alma, bjosss. Acompnha meu blog e verá como é bom sofrer e rir por um amor!!

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  2. wcastanheira,
    É, eu acho que cada um deve vivenciar o tipo de amor que dá conta, que sente de verdade em seu coração. Não acho que amor romântico é melhor que poliamor ou o seu contrário. Eu, por exemplo, não conseguiria viver um poliamor, mas isso não quer dizer que seja errado o meu modo de amar ou o do outro. Cada um ama como sabe amar e o importante é ser sincero acima de tudo com você mesmo e com suas emoções.

    Hoje, vejo muitas pessoas tentando bancar as "moderninhas" e sofrendo caladas em relações abertas, apenas para satisfazer o parceiro. Assim como também vejo pessoas bancando as "românticas" e traindo seus companheiros, pois amam a outra pessoa ao mesmo tempo. Para quê? Sinceridade, sempre!

    Romântico ou poliamorista o importante é amar, e ser sincero com seu parceiro. ;)

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  3. As coisas mudam, as pessoas mudam, e com o amor não seria diferente.
    Até por que, são raros os casos de homens que gostam de mimar suas mulheres e mandarem flores .
    Acho que por isso que o poliamor veio, para poder se adptar em uma sociedade tão moderna quanto. ;)

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  4. Bianca Neuza,
    Também são raras as mulheres que se satisfazem com flores, são raros os homens que necessariamente namoram mulheres, e por aí vai. Mas não acho que o poliamor seja um escala evolutiva do amor, certamente, existiam relações poliamoristas desde que o mundo existe e as pessoas se relacionam. É como disse anteriormente, acho que cada um deve amar como sabe e se sente bem, sem modelos, sem rótulos ou tipificações amorosas! :P

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  5. É nessas horas que agradeço por ser ASSEXUAL. Continuem assim, porcos promíscuos, o HIV, as DST'S e o CEMITÉRIO os esperam!!!!!!

    sexo = ciúme, possessividade, insegurança, baixa estima, dependência, adultério, transmissão de doenças, gravidez precoce, pedofilia, prostituição, prostituição infantil, estupro, superpopulação, etc...

    Sexo não é necessidade.
    Sexo é vício. E deveríamos lutar para que nossa qualidade de vida dependesse cada vez menos dele.

    VIVA A ASSEXUALIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  6. Stephano,
    Ninguém aqui é porco ou promíscuo, acho que você entrou no blog errado, meu caro. Seja feliz com sua assexualidade, ela não nos incomoda, e deixa as pessoas aqui serem felizes também. Se você quer ofender os poliamoristas, por favor, use qualquer outro meio, caso não tenha nada melhor para fazer, e não meu blog! ;)

    Todas as pessoas aqui são inteligentes e DST não tem a a ver com promiscuidade e sim com não se prevenir, e para o cemitério vamos todos, românticos como eu, poliamoristas e, inclusive, os assexuados como você.

    Hoje, 0h, sairá um texto novo que pelo visto você PRECISA muito de ler!

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  7. :)
    Interessante o texto apesar de não trazer novidades. Só queria lembrar que os gregos tinham três palavras para o que chamamos de AMOR (seja poli, romântico, paixão...), eram elas: ágape, philia e eros, cada qual com suas características. Também acho triste, por parecer um consolo, as pessoas chamarem de "poliamor" o que não necessariamente é amor.
    Explico: dado que só temos uma palavra para nomear ágape, é empobrecedor chamar de "poliágape", o que não é necessariamente ágape, ou ainda chamar de "poliágape" o que é simplesmente ágape.
    Falta a nós assumirmos de verdade o que somos, sem precisar chamar de poliamor o que pode ser simples atração sexual por várias pessoas, ou simples afeto por várias pessoas.
    Porque, ao meu ver a maior parte de nós só tem ágape pelos próprios filhos e olhe lá... :D
    abs

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  8. Erika Kodato,
    Bom, acho que a entrevista só não traz novidades para os poliamoristas e/ou conhecedores do tema, mocinha, para os românticos e demais pessoas (ou seja, a maioria) creio que tenha trago bastante novidades, principalmente, pelo retorno e até espanto de algumas pessoas com a publicação da entrevista.

    Eu acho que o principal que devemos saber dos gregos não é se eles chamavam o amor de três nomes ou mais (eles chamavam o amor de muitas e muitas outras formas, Erika), mas que eles discutiam apenas o amor idealizado, grande parte do trabalho da filosofia é discutir o ideal, o inalcançável por nós mortais. E é inclusive o ideário grego do amor o grande responsável, segundo vários pesquisadores do sentimento amoroso, como Jurandir Freire Costa (Sem fraude nem favor, 1999) o grande responsável pelo mito ocidental do amor romântico. Então, se formos pensar, a idealização grega mais atrapalhou do que ajudou! (risos)

    Ágape é um tipo de amor mais familiar mesmo, talvez por isso você ache que somente podemos sentí-lo por filhos, apesar de haver filósofos da grécia antiga que dizem que entre pais e filhos não há amor e nem amizade, por ser uma relação de medo e obediência, além de não eletiva por ambas as partes. :o Mas há diferentes formas de amar, amor da carne, amor da alma, amizade (o ideal do amor para Aristóteles), e etc. Acho que pouca importa se é amor, poliamor, amor cortês, amor romântico, amor líquido, ou qualquer outra classificação, o que importa é cada um amar da melhor forma que souber amar, com sinceridade e entrega, sem medo, de si e do que sente, sem culpas. E as definições, deixemos elas para a filosofia e psicologia! :D

    Abraço

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  9. Achei interessantissimo o assunto.
    A muito converso com meu companheiro sobre relacionamento aberto, mas ele não consegue aceitar. Mesmo eu já tendo leberado ele para outros relacionamentos faz muito tempo.
    Lendo essa entrevista já não me sinto um "E.T.", não devo ser a única pessoa que deseja ou precisa continuar num relacionamento amoroso, como o meu de mais de 18 anos, e ainda ter outras "experiências" conhecer outras pessoas, continuar vivendo.
    Adorei.
    Obrigada Dra. Regina Navarro, continue seus estudos e ajude-nos a nos livrar das correntes do socialmente aceito e de falsos valores em relação ao amor e sexo.

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  10. Anônimo,
    O principal a meu ver é isso, conversar com o parceiro e acertar a relação. Fidelidade não é não ter outra pessoa somente, fidelidade é ser fiel às condições da relação, estabelecidas pelos parceiros em comum acordo. Abração!

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  11. william Thoma

    Drª hoje vivo um momento muito conturbado da minha vida, tenho um relacionamento e resolvemos sair da hipocrisia, tentamos viver um amor romantico, mas somos homens e sentimos atração por outras pessoas, so que damos vazão a isso e hoje depois de tudo em pratos limpos, decidimos ter um relação sincera...mas dói, dói demais... não conseguimos aceitar que podemos nos amar ter uma vida sexual com outras pessoas, o sofrimento de um amor romantico passa por uma transição ao relacionamento aberto. depois de ler tudo que lemos, encontramos em vc, nas suas palavras um conforto... So ainda não sabemos como agir perante a situação. so tenho uma certeza que eu o amo demais e não sei se essa historia sobrevivera...

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  12. William Thoma,
    A Dra. não é autora do blog, o autor sou eu! :D Mas espero que tudo se resolva para vocês, procurem ajuda de um profissional, se preciso! Um abraço! :P

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  13. gostei muito do blog e o texto pra mim veio em boa hora... só que ao contrário do que apareceu elos comentários, não acho que o poliamor exclua gestos considerados como românticos. a gente não presenteia um amigo? um filho? os pais? então gostar de várias pessoas não quer dizer necessariamente excluir gestos de carinho. pelo que eu entendi, a questão é matar o romantismo entendido como idealização, que é o que gera os problemas todos da relação. não é questao de virar uma máquina fria que só se relaciona com os outros pra se satisfazer, mas, pelo contrário, é multiplicar tesão, carinho, satisfação etc.

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  14. Ci,
    Sua reflexão é pertinente, no entanto eu não acho que deixamos de idealizar e sofrer ao nos relacionarmos com mais de um parceiro, a questão não é amar vários para mim, é saber que não será perfeito, pois pensar que se amando vários não se sofrerá como no amor romântico já é por si só uma idealização. É o que penso... ;)

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  15. no começo p mim isso era novo me vi em uma situação em ki eu e minha amiga descobrimos ki estavamos nos relacionando c o mesmo homen o normal seria discutimos c ele mas no nosso caso resolvemos estar c ele amo muito os dois sou fiel a eles sei ki pareci estranho a nossa unica regra é ki jamais eu e ela ao mesmo tempo nois tres nos completamos e ficamos preucupados se esse sentimento ki tinhmos era errado e se isso realmente existia nós 3 sempre juntos completando um ao outro so sei dizer ki amo os dois e ki no momento posso dizer ki nao conseguimos mas viver separados

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  16. Anônimo,
    Se está feliz e bem com sua relação é o que importa, seja poli, romântico ou o amor que for! :D

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  17. Estou espantada pois somente hoje ouví falar de Poliamor (meu Deus será que estou tão desatualizada assim!? rsrs) confesso que fiquei surpresa com todas essas definições e explicações sobre o Poliamor. Acredito que muitas mudanças podem acontecer nos relacionamentos modernos, mas será que isso nos fará mais felizes? tenho medo por meus filhos e netos, não por mim pois já vivo um grande amor e sou feliz.

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  18. Anônimo,
    Eu também me questiono se os problemas do amor serão solucionados pelo poliamor e se ele poderá nos fazer mais felizes. Não sei... mas, vamos ver com quem está tentando! ;)

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  19. Mais do que a realidade.

    Hoje o que mais se vê são mulheres esperando o príncipe encantado, idealizando um homem carinhoso, que leve flores e seja companheiro. Quando aparece, elas preferem o homem que arrasta pelo cabeça e retira sua roupa como se fosse uma puta. Aí, com esse homem, ela decide prefirir o que leva flores e depois prefere o outro que a trata como uma cadela. Por que não poder ficar com ambos? Viva o polimar!

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  20. Johnny Beluch,
    Não acho que ninguém deva ser tratado como uma cadela, moço. Não penso ser isso que o poliamor defina. Até porque amor não é só sexo. É sexo também, ou seríamos todos felizes nos masturbando ou copulando desenfreadamente como animais no cio. Temos sentimentos e eles não podem ser esquecidos. Não penso que importe o modelo de amor, importam os amantes. Seu jeito de amar te faz feliz e faz feliz ao seu parceiro também? Ótimo! Não faz? Procure outro parceiro. Preocupam-se muito com o modelo e pouco com os amantes. Os conflitos amorosos não serão extinguidos simplesmente se mudando o modelo amoroso. É o que penso! ;)

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  21. Dizia sabiamente Antoine de Saint-Exupéry, que nos tornamos eternamente responsáveis por quem cativamos.
    como que estas pessoas de poliamor vao lidar com a velhice, por exemplo? será que um homem aguentaria estar com duas mulheres, ambas com alzheimer e sofrendo, dormindo com fralda geriatrica? Brocharam, não?
    A ideia de amor ainda esta mto associada ao sexo. a sociedade precisa amadurecer muito antes de pensar em poliamor, e aí perceberão que poliamor é "perfumaria", ou seja, existem coisas mais importantes para pensar.
    Gostei do post. bem polemico, faz refletir.
    parabens.

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  22. Viking,
    Também acho que, infelizmente, parece que o poliamor associa muito o amor ao sexo e amor não é só sexo. Nós já amamos a várias pessoas e cada uma delas cumpre um papel afetivo em nossa vida, afinal de contas, amizade é o quê? Amor também! Mas não acho que ter mais de um parceiro amoroso/sexual vá resolver os conflitos. Não é quantidade, é qualidade. Mas, cada um é livre para amar como desejar e se sentir bem.
    Fico feliz por ter gostado do post! Obrigado! :D

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  23. O tema nos dias atuais é fundamentalmente fundido de forma abstrata em nossas mentes; pois querendo ou não os relacionamentos estão a cada dia se confundindo com o ficar e fazer sexo - o que não é só isso. Para a mulher moderna principalmente que hoje mais do que nunca fixa na mente o não comprometimento com passeiro e que se relaciona e que tem uma vida totalmente diferente do século 19 - entra em contato com colegas de trabalho, amigos e até parentes próximos que já tenham uma visão de liberdade sexual mais intensa; isso por vez com um descontentamento com o passeiro e/ou marido mesmo que momentaneo acarreta um relacionamento extra, e ocasiona dor e sofrimento por vezes no trio envolvido. So sei uma coisa esse relacionamento moderno e que possívelmente creio não tem mais volta de um jeito ou de outro ainda vai cuasar muito sofrimento e dor em muitos seres viventes do século atual, mas quem sabe no seguinte não mais. Até veremos muitas e muitos pensamentos levando além e também querendo voltar ao passado.

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  24. Carlos Alberto,
    Não sei se é bom ou se é ruim, mas de fato vivemos um momento de transição no modo como se vivencia e se valoriza as relações sexuais, vamos ver no que vai dar! :D

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  25. tiv certeza de que meu namorao stá sofrendo de amor platonico devo abandona-lo ou enfrentar tudo pra que ele melhore!

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  26. http://sentimentocalmo.com/poliamor-multiplas-relacoes-em-busca-da-felicidade

    artigo no site sentimentocalmo.com sobre o Poliamor!

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  27. Tema interessante.
    Vivo hj um relacionamento poliamorista. No inicio foi dificil amava meu parceirop e desejava muito permanecer ao lado dele, mas ele tinha essa caracteristica e era mto sincero ao tratartdo assunto comigo, amava demais. Até q decidi viver essa historia com ele e me descobri poliamorista tbm, vivemos juntos uma relação tripla, com uma amiga dele, passamos a morar juntos os 3 e no inicio foi perfeito, mas desandou, ela não se adaptou à relação preferia um amor romantico e idealizava demais a pessoa dele principalmente.
    Bem, resumindo, penso que tudo é um desafio se amamos tudo vale a pena. Eu me permiti experimentar, conhecer outras formas de amar que não aquela possessiva e romantica demais. O principal motivo da decisão era por não acreditar nesse tipo de relação romantica.
    Tem sido uma aventura constante. Recomendo a todos esse tipo de relação pela levesa e pela carga de sinceridade que ela traz consigo.

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  28. Mas é necessario coragem acima de tudo!

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  29. Cada geração vive de acordo aos moldes sociais,suas práticas coicidem com as formas as quais as pessoas passam a deliberar aceitáveis ou não. O poliamor, assim nomeado, não passa de uma transição que vem ocorrendo com passar dos tempos, e as diferenças culturais. Acredito que todo amor tende a ser diferente, mas que nenhum deles jamais será referente ao amor romântico, assim, compactuo do pensamento da autora de que o amor romântico é algo idealizado, irreal, independe de nosso desejo, e tende a fracassar já que seu resultado parte do outro e não unicamente de nós. Fico grata pelo privilégio de ter-me deleitado em estudo tão rico, e acredito que esse estudo tão logo coincidirá com as práticas sociais ainda camurfladas dos relacionamento corriqueiros de nosso cotidiano.

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  30. Meu melhor amigo falou que eu era poliamoroso, eu não sabia o que é, pesquisei no Google e fui parar neste blog, e fiquei surpreso quando li o que significa poliamor.

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  31. Olá,vivo uma relação quase parecida com poliamor.Sou casada ele também é,nos conhecemos pela internet e nos encontramos pessoalmente ,nos damos maravilhosamente na cama e além disso temos uma cumplicidade incrível nos amamos muito,mas sofremos por que nossos parceiros não aceitam esse tipo de relação ,enfim fazemos tudo escondido...Mas sentimos que nos amamos muito e vamos lutar pra viver esse amor ,neim q seja preciso conscientizar nossos parceiros que poderemos viver muito mais feliz dessa forma .Eu defendo o poliamor.

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  32. Acho que esse poliamor pode deixar as pessoas AINDA mais frias e individualistas do que já são nos dias de hoje. Eu ainda sou uma pessoa romântica às antigas, não se se felizmente ou infelizmente. É duro ser assim hoje em dia. Eu me apavoro com tanto egoísmo, tanta frieza. O sexo se tornou fácil, as pessoas são tratadas como copinhos descartáveis, no primeiro problema abandonam o barco, desvalorizam tudo. Quantos casais não poderiam estar felizes juntos, se só tivessem dado mas uma chance, dado um valor que se negaram a enxergar. Eu sei que nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos, mas isso é no sentido físico e não sentimental. EU não consigo viver sem alguém do meu lado, seja amigo ou alguém da família. Sou contra o individualismo e acredito que essa "secura" nos dias de hoje são prejudiciais. Quantas pessoas vemos em sites de relacionamentos reclamando EXATAMENTE disso, é a grande maioria. Então, como a realidade é outra se existe tanta gente reclamando de solidão? Já se perguntaram sobre essa questão?

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  33. Agora que putaria vai virar uma nova modalidade de família, as criancinhas serão ainda criadas numa casa, ou vão criá-las na casa de swing mesmo?

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  34. Eu ainda acho que esse lance de poliamor, apesar da abordagem sociológica, histórica e política, não cabe aos padrões de classe da nossa sociedade atual, primeiramente teríamos que discutir os direitos da mulher periférica e a questão das desigualdades sociais. Não sejamos pós-modernos, nossa sociedade precisa evoluir mtooo ainda pra chegar nesse "estágio".

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"deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar"
(Ronaldo Monteiro/ Ivan Lins)

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