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28 julho 2009

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Entrevista - Perdão no amor (Vera Godoy)

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Porque perdoar não é esquecer

Filme O amor em cinco tempos Cena de "O amor em cinco tempos" (2004)

Quem se dispõe a viver em um relacionamento amoroso deve estar disposto a duas coisas: a amar e a perdoar, às vezes perdoar mais do que amar. Isso porque magoar a quem amamos é algo mais comum do que se imagina ou gostaríamos de imaginar. Por isso, pedir desculpas e perdoar (ou não) é uma situação cotidiana entre a maioria dos casais. No entanto, "perdoar não é esquecer", avisa a psicóloga Vera Godoy. Terapeuta floral, cromoterapeuta, numeróloga e astróloga, Vera coleciona formações com um só objetivo: entender os relacionamentos humanos. Nessa entrevista ela fala sobre a importância de perdoar, aos outros e a si mesmo.


O que é de fato o perdão?
V: Perdoar é a única maneira de nos libertarmos de tudo que nos causa ou causou sofrimento. Ele é o remédio que consegue curar as feridas que o outro nos causou. Mas, esse perdão não vem assim tão fácil, e em todos os estudos e casos acompanhados, sem excessão, as pessoas só conseguiram perdoar quando compreenderam o outro, "como instrumento de seu crescimento e evolução".


Ao perdoar, o benefício é exclusivo a quem é perdoado?
V: Não, muito ao contrário, o maior beneficiado é aquele que perdoa. Geralmente, ao analisarmos uma situação que necessita do perdão, veremos que os dois lados precisam perdoar, porque ninguém reage sem antes ter existido uma ação. Somos feridos e ferimos, mesmo que inconscientemente, e sempre alguém tem que dar o primeiro passo.
Para perdoar é preciso compreender o que levou o outro a nos ofender ou fazer algo contra nós"

Muitos dizem que perdoar é uma coisa, esquecer é outra. A senhora concorda?
V: Totalmente. Podemos perdoar, mas não esquecer. Mas, ao ficarmos constantemente lembrando do ocorrido é sinal de que não perdoamos. Também não precisamos tolerar o ofensor só porque o perdoamos. Perdoar não significa ser inocente a ponto de acreditar que o outro mudou e não repetirá a ofensa.


A pessoa pode perdoar de fato, mas optar por não conviver com aquela pessoa após vários e vários perdãos?
V: Acho que acabei explicando essa pergunta na anterior. O que faz com que nós tomemos a decisão de não conviver mais com alguém é termos a certeza que ninguém muda ninguém.



Por que é tão difícil perdoar?
V: Porque para que isso aconteça verdadeiramente é necessário que tenhamos compreensão do que levou o outro a nos ofender, ou mesmo praticar alguma atitude negativa contra nós. E, quando conseguimos fazer isso, sempre achamos uma razão que justifica a falha do outro, tenha certeza.

Filme O amor em cinco tempos Recorte do cartaz de "O amor em cinco tempos" (2004)


Quais são os riscos de se fingir que perdoou alguém?
V: O único risco é continuarmos na expectativa da mudança do outro. Quando não perdoamos, ou melhor, fingimos, passamos a buscar constantemente algo no comportamento do outro que nos confirme a repetição de seu erro, ou seja, a confiança acaba e a convivência se torna insustentável.


Há pessoas que erram com quem amam e pedem perdão, mas depois de serem perdoadas voltam a cometer o mesmo erro. A senhora acha que quem está preocupado com o outro muda o comportamento que provocou mágoas e quem está preocupado consigo mesmo, em não arranhar a própria imagem, quer apenas o "perdão"?
V: Não é o fato de perdoar que faz com que alguém mude seu comportamento. Só quem alcança a consciência absoluta de seu erro, pode, de verdade, mudar sua conduta. A preocupação com o outro é somente desculpa para "que o comportamento permaneça escondido". Quem não possui consciência elevada não está preocupado nem com sua imagem.

Os que nos magoam são nosso grande instrumento de crescimento e de evolução. Geralmente mudamos para melhor"


O perdão inclui perdoar a nós mesmos?
V: Principalmente! Carregamos muitas crenças do passado, e quando somos conscientes de nossos erros, enfrentamos também a culpa, portanto é muito importante o perdão a nós mesmos. Ter a compreensão que só fazemos aquilo que temos consciência para fazer , no momento. Por isso todos gostariam de voltar atrás no tempo, para agir diferente.


Qual o melhor caminho para se chegar até o perdão, como devemos agir?
V: O melhor caminho é entender que todo comportamento que nos causa sofrimento, é sempre uma reação a outro comportamento inadequado nosso. Digo isso pois, se analisarmos as situações, aqueles que nos magoam são os nossos grandes professores e instrumentos de crescimento e evolução. Quando somos ofendidos, mudamos de atitude. Tomamos posse de nosso poder pessoal e reagimos. De qualquer maneira uma ofensa nos faz parar e repensar nossa vida e, geralmente mudamos e para melhor. Caso contrário, ficaremos repetindo os mesmos erros e atraindo pessoas iguais para nossa vida.

18 dos desabafos - DESABAFE!:

  1. Ru!

    Parabéns pela entrevista e pelo assunto abordado. Inspirador!

    Valmique

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  2. O teu blog é o máximo!
    Adorei,amei e fiquei.
    Você é a pressoa certa para o que eu preciso, prometa que vai me visitar e deixar a tua opnião,prometa vai...
    Vou indo e te deixando um abraço.

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  3. Valmique,
    Obrigado, é bom mesmo nos inspirarmos pelo perdão! :D

    --
    Chá das cinco,
    Fico feliz que tenha gostado do blog, muito obrigado! ;) Pode deixar que visito e podendo ajudar, comento sim! Abração!

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  4. Oi Ru,

    Adorei a entrevista, muita coisa do que foi dito aconteceu na minha última experiência amorosa!hehe Você sabe né? Concordo plenamente quando a psicológa diz "Também não precisamos tolerar o ofensor só porque o perdoamos. Perdoar não significa ser inocente a ponto de acreditar que o outro mudou e não repetirá a ofensa".
    Parabéns!
    Bjs

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  5. Eliane Lages,
    Que bom que gostou, amiguinha! E também concordo com a psicóloga, perdoar é uma coisa, continuar convivendo é outra! ;) Beijos!

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  6. me siga no twitter http://twitter.com/julio_msoliver

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  7. Julio Marcondes,
    Mocinho, nem comentou a entrevista! :S Veio só divulgar o seu twitter? |O
    Tudo bem eu te ofereço perdão, mas não o seguirei, pois como vimos na entrevista, perdoar e conviver são coisas diferentes! ;)
    Abraço!

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  8. adoro o IE sempre comendo meus posts
    KKKKKKK

    da vonatde de dar um tiro nisso
    KKKKKKKK

    adorei a entrevista ru. *-*

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  9. Pierce,
    Não tem perdão, agora tem dois modos para comentar! (risos) ;)
    Obrigado e abração!

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  10. Oi, Ru!

    Adorei a entrevista, meu amigo. Perdoar não é fácil, mas faz parte de todo relacionamento - não só o amoroso, mas também os de amizade. Aprendi muito ao ler esse post, pode ter certeza.

    Ru, aproveito pra lhe fazer um convite para ir ler o artigo que fiz sobre o filme "De repente, Califórnia", no Café com Notícias.

    Notei que vc usa no cabeçalho do blog uma imagem do filme. Então, tem tudo a ver, né! Gostaria muito de ler a sua opinião sobre o que escrevi.

    Abraço,

    http://cafecomnoticias.blogspot.com

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  11. Wander Veroni,
    Oi, amigo! Muito obrigado! Fico feliz demais em saber que a entrevista lhe ensinou algo! :D
    Vou visitar sim e comentar o post! Abraço!

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  12. caramba! adorei seu blog, mas sinceramente, não consigo perdoar certas coisas. até quero estar junto, mas minha cabeça nao consegue esquecer :/ beijos!!

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  13. Fer.,
    Muito obrigado, mocinha! :D Fico feliz que tenha adorado o blog, seja bem-vinda!
    Pois é, quando não conseguimos esquecer o melhor é mesmo cada um seguir seu rumo, para pelo menos não se magoarem mais! Beijos!

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  14. Ae bro passa no meu blog e vê se curte tô te seguindo aki


    Então sobre perdoar é dificilimo porque a magoa e raiva ressoa por um bom tempo assim como a desconfiança. Só pra perdoar a valer quando você se vê numa situação superior e em outro contexto diferente do que aconteceu o ocorrido.

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  15. Silvio Koerich,
    Obrigado, por seguir o blog! :D
    Concordo, para perdoar é preciso voltar a confiar na pessoa, e isso é o mais difícil.

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  16. Gostei muito da entrevista do perdão...Ru, muito boa!!!!! abraços!!!!! Rafa

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  17. Rafa,
    Obrigado, que bom que gostou! Abraço! :D

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"deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar"
(Ronaldo Monteiro/ Ivan Lins)

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