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Quando chegar o fim

Depois do início

Recorte do cartaz de Minha vida sem mim (2003): "é impossível viver sem sonhos"

Alguma vez na vida você já esteve sabidamente perto da morte, com grandes chances de deixar de viver? Eu já, e duas vezes. A primeira foi em 2001, tive pneumonia dupla e no hospital contraí infecção hospitalar e os remédios provocaram alterações nas células hepáticas, por sorte e muita fé, ao contrário do que acreditavam os médicos, sobrevivi. A segunda foi nesta semana, acordei de manhã sem conseguir ficar de pé, com a cabeça explodindo e algo me sufocando, meu pai me deu banho e me levou ao médico. Quando ela fez um exame chamado prova do laço e disse que era dengue hemorrágica, pensei, pronto, vou morrer! Na mesma hora dei um jeito de avisar os amigos, o desespero aumentou, pois apenas uma me atendeu e já comecei a planejar como seria meu enterro. Foi quando a médica veio e me disse que um exame de sangue confirmou e o outro não, portanto não estava grave e o soro e repouso controlariam a doença sem problemas. Aliviei.

Mas durante alguns minutos, vi passar um filme em minha mente, com cenas boas e cenas não tão boas assim. Pensei no que eu deixei de fazer, no que eu não devia ter feito e a dor era muito maior na alma, do que no corpo. Parece que a gente morre um pouco a cada dia, morre uma parte da gente, uma esperança, uma crença, uma fé, um pouco do amor que resta em nós, até o dia da nossa vida sair de cartaz definitivamente. Pensei na minha noite anterior, em como não precisamos nos esforçar nem um pouco para ser feliz ao lado de algumas pessoas, mas nem sempre é igual para elas... Pensei em quem seria a última pessoa que eu gostaria de abraçar no mundo e era aquela pessoa, mas tive que me perguntar outra coisa, quem seria a pessoa que gostaria de me dar o último abraço? Acho, que, infelizmente, não seria a mesma pessoa. Nós temos duas vidas, a vida que a gente sonhou e a vida que a gente tem. E elas não são iguais. Então temos uma escolha: lutar para aproximar a que temos da que sonhamos ou lamentar por não serem iguais. Eu escolho lutar. E agora que o susto passou, e vou ficar mais anos e anos por aqui, renovei as forças para lutar. Quero sim dar o último abraço naquele alguém, não porque eu vou embora deste mundo, mas porque eu preciso viver uma nova vida, ser um novo eu. Como dizem em A razão do meu afeto (1998): "não planeje sua vida de modo que se encontre só no momento em que mais precisar". É isso...

Desabafos 3 dos desabafos - DESABAFE!

Maíra desabafou...

fiquei emocionada, tá? emocionada!
torper, graças a deus que isso passou e que passou logo.
vc não morre tão cedo, tá?
beijos

Flavimar D. desabafou...

"Escolha a vida. Escolha um trabalho. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme, máquinas de lavar, carros, aparelhos de som e portas automáticas. Escolha boa saúde, colesterol baixo e plano de saúde dental. [...] Escolha seus amigos. [...] Escolha sentar em um sofá, assistir qualquer coisa, comendo coisas pesadas. [...] Escolha seu futuro. Escolha a vida."



[do cartaz de Trainspotting]

RU Ruleandson do Carmo (RU) desabafou...

Maíra,
Emocionada, tá? Tudo passa, tá? Nós somos muito palhaços, tá? (risos). Saudade!!!!

--
Flavimar D.,
Escolha e torça para ser escolhido.

Obrigado, pela visita. Aproveite e DESABAFE você também!

"deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar"
(Ronaldo Monteiro/ Ivan Lins)

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