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21 novembro 2018

Como encontrar o verdadeiro amor para a sua vida


Encontrar o amor de nossas vidas é uma busca de que ninguém desiste. Não importa em que fase ou circunstância da vida, a busca da felicidade suprema guia nossos passos. Só desiste mesmo quem já encontrou, ou pelo menos pensa que encontrou! Hoje vamos deixar algumas dicas bem simples para encontrar o grande amor, aquele que mudará sua vida para sempre, fazendo uma comparação rápida com o cassino. Recorde esse grande poema de Paulo Leminski:
sorte no jogo 
azar no amor
de que me serve
sorte no amor
se o amor é um jogo 
e o jogo não é meu forte,
meu amor?

As pessoas jogam como se fosse caça-níquel
Muitas pessoas veem o amor como uma jogada de caça-níquel em um jogo online no netbet.com ou em um casino real de Las Vegas ou Punta del Este. Gostam do que veem, jogam sua ficha e esperam conseguir a combinação premiada.
Quando o prêmio não aparece, tentam jogar novamente. O entusiasmo e a excitação são grandes, mas mais uma vez o prêmio não aparece.
Essa não é a melhor receita. O entusiasmo do início, com frequência, é algo que surge apenas em nossa cabeça (mais que em nosso coração), com o cérebro sendo driblado por algo que entusiasmou: pode ser uma característica da outra pessoa, um momento especial, um prazer compartilhado ou simplesmente a força da solidão.
Mas esse entusiasmo, se for desligado da realidade, poderá não produzir os melhores efeitos. Você acaba descobrindo que o cara não é assim tão especial. Ou pelo menos que seus defeitos acabam destruindo as qualidades que você viu nele. Foi uma jogada de sorte, mas no caça-níquel a casa ganha sempre.
mas é mais como blackjack
No blackjack você avalia sua mão na comparação com o adversário. Deve conhecer bem seus pontos fortes e fracos, e calcular as probabilidades de sucesso. Se você jogar mesmo muito bem, poderá até contar as cartas do baralho que vão saindo, e aí a vitória será certa. Tem dúvida? Esse tipo de jogo já foi experimentado por várias vezes. Ficou famosa uma experiência feita por alunos do MIT (Massachussets Institute of Technology), verdadeiros peritos do raciocínio matemático e estatístico, que ganharam fortunas jogando no cassino. Mais recentemente, o ator Ben Affleck teve problemas com um cassino pois estaria contando cartas no blackjack e ganhando fortunas – e os cassinos não gostam desse tipo de prática, que traz bastante prejuízo para eles.
Você deve, antes de mais, se conhecer a si mesma: suas forças e fraquezas, seus sonhos e pesadelos, quais seus verdadeiros objetivos e aquilo que você quer evitar. Depois, quando seu cavaleiro surgir, deve estar atenta a todos os sinais e detalhes.
O amor é um jogo, não de sorte e azar, mas de cooperação. Está preparada para enfrentar os defeitos deles, e já sabe quais são? É isso mesmo! Está preparada para deixar seus objetivos pessoais e acompanhá-lo pela vida fora? Isso é ótimo, mas será bom que os objetivos e o rumo dele sejam compatíveis com aquilo que você realmente quer para sua vida. E ele, está preparado para reconhecer que você é o grande amor da vida dele? Se ele não está, não vale a pena avançar demasiado nesse projeto, certo?
Conte suas cartas. Mostre para ele e deixe que ele mostre as dele para você também.

12 setembro 2017

Rapidinhas: Ebook gratuito aborda os segredos do orgasmo feminino



Para a ciência, não é novidade: a maior parte das mulheres nunca alcançou o orgasmo com os parceiros ou parceiras. A pesquisa de Edward Laumann da Universidade de Chicago concluiu que 70% das mulheres nunca gozaram durante o sexo. No Brasil, um estudo apontou que a situação é ainda mais grave: apenas 22% delas atingem o clímax sexual durante a relação sexual, segundo a Durex Global Sex Survey.

Mas existem formas de mudar esta realidade e ter uma vida sexual mais plena: o conhecimento. A Desejo Oculto possui diversos ebooks gratuitos para facilitar o alcance do prazer durante o sexo. Um deles é "Os segredos do orgasmo feminino", que aborda o orgasmo vaginal, clitoriano, o ponto G, os orgasmos múltiplos e ainda algumas dicas para curtir a dois.

Você pode baixar o ebook e outros no site da Desejo Oculto: https://www.desejooculto.com.br/ebooks/

Foi bom para você? Até a próxima Rapidinha!

14 setembro 2013

Fazer sexo com amigo fortalece a amizade, diz pesquisa (e outras notícias de amor)

Direto ao que interessa e sem dramas
Amizade colorida

Recorte do cartaz de "Amizade colorida" (2011)

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Um giro ligeiro e prazeroso pelo que anda sendo publicado sobre amor e relacionamentos na Internet.

Fazer sexo com amigo melhora a amizade, diz pesquisa
Esqueça o conflito "é amor ou amizade?" e parta logo para o sexo com o amigo! É o que sugere os resultados de uma pesquisa realizaCiência Maluca.
da por Heidi Reeder, do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Boise, nos Estados Unidos. Heidi aponta que para 76% das pessoas a amizade melhorou depois do sexo e alguns até começaram a namorar após transarem. Quem noticiou a pesquisa foi o

Opa, então, ao invés de sofrer pela paixão por um amigo o negócio é transar com o amigo, melhorar a amizade e se for bom até namorar? Tudo muito simples, não?

Homem acorda de cirurgia com amnésia e apaixona de novo pela esposa
Segundo o F5, após realizar uma cirurgia para retirada de uma hérnia, um homem acorda, e, ainda sob efeito das anestesias, é afetado por uma amnésia temporária. Até aí, tudo normal. O curiso é que ele dá de cara com a esposa, não se lembra dela e fica apaixonado (de novo) por ela.

Tudo muito fofo, mas muitas coincidências, né? Filmando ele acordando, ele vira e se apaixona... Hum... mas, vamos continuar achando fofo! :)

 

Foi bom para você? Até a próxima Rapidinhas!

01 setembro 2013

Entrevista - Como lidar com o ciúme e com o ciumento? (Maria Aparecida Barbosa)

Falta de auto-estima e confiança no amor

Foto de "O ciúme mora ao lado" (2009)

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Uma oportunidade para reexaminar a relação. É assim que 80% das pessoas avaliam o ciúme, de acordo com resultados de pesquisa realizado pela Universidade da Califórnia. E parece que, no Brasil, os casais tem muitas oportunidades para reexaminar os relacionamentos. Segundo dados de uma pesquisa da Universudade de Sunderland, na Inglaterra, os brasileiros são os mais ciumentos entre as nacionalidades investigadas.

O problema é que o exame da relação a partir do ciúme constante pode levá-la ao fim. "O ciúme pode fazer perder o parceiro, como tanto teme o ciumento". Quem avisa é a psicóloga clínica, especialista em Sexualidade e Relacionamento Amoroso e com larga experiência no tratamento de Transtornos de Ansiedade, Maria Aparecida Barbosa. Nesta entrevista, ela ensina a como lidar com o ciúme e com o ciumento, para não se tornar um Otelo de Shakespeare: "ciúme não é prova de amor".

Como é definido o ciúme pela psicologia?
M: O ciúme está relacionado à ameaça de perda de alguém que se ama para outra pessoa. É um sentimento muito doloroso para quem sente e nunca vem sozinho, vem associado a outros como a raiva, o desejo de vingaça, a auto-piedade, a inveja, a inferioridade, a ansiedade. Pode ser grave e persistir por muito tempo. Está diretamente relacionado à falta de auto-estima e falta de confiança em si próprio, mais do que na fala de confiança no companheiro. Vemos que há diferentes graus de ciúme, mas sempre associado ao grau de posse e medo da perda.

O ciumento coloca obstáculos para que o parceiro tenha amigos. Que tipo de amor é este?"

Muitos ciumentos se defendem dizendo que "todo mundo tem ciúme". Isto é verdade? O ciúme é natural?
M: É verdade, todo mundo tem ciúme, afinal, se você gosta de fato da pessoa que está ao seu lado, não quer perdê la. É natural querer manter quem se quer bem e cuidar para que isso aconteça. Mas, o ciúme é natural quando ocorre algo concreto e real, por exemplo: numa festa, alguém começa a chamar atenção da pessoa que está com você e ela demonstra gostar disso, logicamente,  vai despertar seu alerta para tirá-lo dessa situação e proteger seu relacionamento. Entretanto , essa questão precisa ser resolvida e se encerrar por ali. Se você ficar achando que todos com quem seu companheiro(a) conversa é um(a) rival em potencial e isso levar a acusações, a brigas, já deixa de ser saudável para a relação e causa sofrimento a ambos.

Foto de "O ciúme mora ao lado" (2009)

Há também quem diga que "ama demais", por isso tem ciúme. Ciúme é sinônimo de amor ou de amor em excesso?
M: Algumas  pessoas consideram o ciúme prova de amor, como se medo de perder alguém sempre significasse que se ama. Na verdade, podemos não querer  perder alguém por inúmeras razões que não sejam o amor: medo de ficar só, dependência emocional, insegurança, posse etc. Quando se ama muito alguém, a última coisa que se quer é controlá-la e podar seu potencial, comportamento comum no ciumento exagerado, que, por exemplo, não quer que a pessoa se arrume, invade a privacidade do outro checando emails e celular, coloca obstáculos para que o outro tenha amigos. Que amor é esse?

Cuidar da pessoa que se ama é mais funcional do que controlá-la por ciúme"

A relação que o indivíduo teve com os pais pode influenciar o ciúme manifesto por ele na vida adulta?
M: Acredita-se  em psicologia que as experiências e vivências que uma criança tem em casa vão influenciá-la na vida  adulta; logo, se a pessoa pertencer à um lar onde o cuidado excessivo e ciúme entre os pais imperam, ela tende a considerar normal essa forma de se relacionar e repetir com o namorado(a). Outra  possibilidade é a pessoa ter vivido uma situação onde não se podia confiar nas pessoas ou que não foram amandas o suficiente e quando crescem tendem a se relacionar afetivamente de forma distorcida.

Foto de "O ciúme mora ao lado" (2009)

Muitos falam em cinco níveis de ciúme (zeloso, enciumado, ciumento, fóbico e patológico). Como se manifesta cada um desses níveis?
M: Zelo é um termo interessante para um relacionamento, está associado a cuidar e quanto mais você cuida da pessoa que você ama e da relação de vocês, menos risco de uma terceira pessoa ameaçar. É mais saudável e funcional do que controlar. Agora, quando se perde a paz ao pensar: onde o outro está e com quem, o que está fazendo, quando se começa a criar histórias na cabeça para justificar o motivo do atraso ou o por que não foi atendido quando ligou, seguir a pessoa etc. são exemplos de que, quando as dúvidas são supervalorizadas, começa o estágio patológico.

O ciúme é como o sal, um pouco dá sabor, muito faz mal à saúde e requer  tratamento. O ciúme é bom quando faz o outro sentir-se importante na sua vida e que você não quer perdê lo e é doentio quando a outra pessoa se sente sufocada, oprimida, agredida e humilhada e até chega a ter medo de te contar alguma coisa, como por exemplo, ter reencontrado um amigo ou uma amiga porque trará discussões.

Não se afaste dos amigos por causa do parceiro ciumento, isto vai alimentar o ciúme e as exigências. Se imponha!"

Sobre quem se relaciona com um ciumento ou ciumenta, como a pessoa deve agir para ajudar o parceiro?
M: A pessoa  que se relaciona com um ciumento, normalmente vive uma relação sofrida, tumultuada e nada prazeirosa. Para evitar conflitos, o companheiro(a) tende a se anular, deixa de usar as roupas que gosta, se afasta da família, amigos, vai se isolando na esperança de trazer paz ao relacionamento, só que esse não é o caminho, pois, esse tipo de comportamento, alimenta o ciúme do outro que vai exigir sempre mais e mais, nunca será suficiente.

0 caminho para se conviver com um ciumento é aprender a se colocar e por limites. Não deixe seus amigos, sua família, seu trabalho. Assim, o parceiro vai aprendendo a lidar com suas dificuldades e vai até procurar ajuda profissional se necessário, e a relação irá evoluir para algo saudável.

Foto de "O ciúme mora ao lado" (2009)

Há como o indivíduo deixar de sentir ciúmes ou ele pode apenas controlar a manifestação do ciúme?
M: Felizmente há tratamento para o ciúme destrutivo. Primeiro a pessoa precisa se conscientizar que esse não é um “jeito de ser”e que está causando sofrimento e prejuízo para si e para o companheiro.  Precisa aprender também a se relacionar sem o controle sobre o outro, porque isso irá provocar o que mais se teme, ele ou ela poderá ir embora por não suportar esse tipo de relacionamento. E deve trabalhar sua auto-estima e ficar seguro para saber que é bom o suficiente para manter quem se ama ao seu lado por ser quem é.

Ciúme é baixa auto-estima. Confie em você, o parceiro te escolheu! E se ele for embora você vai sobreviver!"

Quais dicar práticas a senhora dá para um ciumento conseguir mudar?
M: Algumas, como:
- confie em você, o companheiro(a) tinha outras opções para se relacionar  e escolheu você;
-  cuidado com seus pensamentos e percepções. O ciumento vê as coisas com lente de aumento e tende a estar equivocado quando interpreta as situações que envolvem o companheiro(a);
- o ciúme pode afastar a pessoa que você ama.
- e ,sobretudo, lembre-se: se a pessoa for embora, você vai sobreviver , você já tinha uma vida antes dela.

Foto de "O ciúme mora ao lado" (2009)

Como o ciumento ou o parceiro podem saber a hora de procurar ajuda profissional?
M: O momento para se procurar ajuda é quando o ciúme está causando danos à vida do casal. Muitas  vezes o ciúme desencadeia uma série de problemas como o pensamento obsessivo, transtorno de ansiedade, agressividade que trazem  sérios prejuízos para todas  as áreas da vida. Aí, com certeza, deve-se procurar ajuda profissional.

14 julho 2013

Quem faz sexo casual costuma ser mais ansioso e depressivo, diz estudo (e outras notícias de amor)

Direto ao que interessa e sem dramas

Sexo sem compromisso
Recorte do cartaz de Sexo sem compromisso (2011)

Um giro ligeiro e prazeroso pelo que anda sendo publicado sobre amor e relacionamentos na Internet.

Quem faz sexo casual costuma ser mais ansioso e depressivo, diz estudo
Em um momento no qual serviços virtuais para encontros casuais (e físicos) -  como o Bang with friends, que possui mais de um milhão de usuários - são usados por milhares de pessoas, os resultados de uma pesquisa são desanimadores. O blog Ciência Maluca da Super mostra um estudo da Universidade da Califórnia com a seguinte conclusão: sexo casual pode te deixar ansioso e deprimido. Em um levantamento com estudantes sobre bem-estar e autoestima, os participantes que haviam feito sexo com pessoas conhecidas há menos de uma semana demonstraram índices mais altos de estresse, depressão e ansiedade. A causa, segundo a pesquisa, seria a sensação de vazio e a tristeza provocadas pelo arrependimento.

Uma pesquisa puritana ou verídica? Estaríamos nós culturalmente condicionados a querer sempre algo mais após o sexo?

Sexo rejuvenesce a pele, afirma pesquisador
Agora, se você não se preocupa com os resultados da pesquisa acima e pratica livremente o sexo casual ou não casual, comemore: um estudo do psicólogo David Week do Hospital Royal Edinburgh mostram que aqueles que fazem sexo três vezes por semana costumam aparentar menos idade do que possuem. A Super diz que a explicação é que o sexo libera endorfina que pode aumentar a produção de hormônio do crescimento, responsável pela elasticidade da pele.

Se vier a depressão do sexo casual, pelos menos a pele estará bonita, hein? :P

Foi bom para você? Até a próxima rapidinha!

31 maio 2013

Entrevista - Como encontrar um amor? (Márcia de Oliveira)

O que fazer e evitar na busca amorosa

Recorte do cartaz de "Medianeras" (2011)

Uma em cada três pessoas prefere conhecer um futuro parceiro pela Internet do que em uma boate. O dado é dos resultados de uma pesquisa realizada pelo site de relacionamentos Badoo.com. Independentemente da forma, o que grande parte dos solteiros deseja é encontrar um grande amor e para isso, não há lugar ideal. É o que o ensina a psicóloga, Márcia de Oliveira, co-fundadora da Clína Amor e Timidez e idealizadora do Brasilis, site voltado ao encontro entre brasileiras e britânicos. Ajudando há anos casais a se encontrarem e se acertarem em uma relação, ela fala sobre como encontrar um amor e afirma: "os livros e filmes de amor prestam um desserviço, pois levam as pessoas a idealizar a busca por um amor".

Muitas pessoas desejam encontrar um grande amor, mas a pergunta é como? Amigos de amigos, baladas, Internet, há algum jeito ideal para encontrar um amor?
M: Não existe um jeito ideal de encontrar um grande amor. Todos somos diferentes, assim sendo a situação que me deixa à vontade (como, por exemplo, uma balada) pode ser aquela que te deixa mais desconfortável, e, portanto, a menos apropriada para um romance. Muitas pessoas ficarão surpresas, mas pesquisas demonstram que a maioria dos relacionamentos têm início a partir da apresentação de amigos. As baladas ficam lá atrás, com uma pequena porcentagem! O local ideal para encontrar um amor é aquele onde você está totalmente à vontade, seja o ambiente de trabalho, a Internet ou até mesmo o elevador.

Se a pessoa idealiza não encontra um amor, pois ninguém chega à altura da projeção e se acaba sempre só"

Quais costumam ser os erros mais comuns das pessoas especificamente no processo de busca por um amor e como evitá-los?
M: Eu acredito que o principal erro cometido pelas pessoas na busca amorosa é a idealização. A pessoa elabora uma imagem perfeita do parceiro e parte em busca desta criatura impossível. No final ninguém chega à altura daquela projeção e a pessoa acaba sempre sozinha. Devemos nos lembrar de que nenhum ser humano será capaz de satisfazer todas as nossas exigências, eles sempre serão um “pacote” de qualidades e defeitos. Quando você compra uma casa sempre há uma coisa ou outra que não vai ao encontro daquilo que você sonhou (a cozinha é ótima, mas o banheiro é muito pequeno, ou coisa do tipo), mas você acaba fazendo concessões porque os pontos positivos superam os negativos. Os relacionamentos amorosos deveriam funcionar da mesma maneira, as pessoas precisam ser capazes de pesar estas características e evitar que a idealização destrua as coisas boas que podem vir daquele amor.

Recorte do cartaz de "Medianeras" (2011)

É preciso focar em um só modo de procurar um amor ou quem está em busca deve tentar em todos os lugares e momentos?
M: Como você mesmo sugeriu, toda hora é hora, todo lugar é lugar. O amor é uma manifestação espontânea e pode surgir nas mais inusitadas situações. Infelizmente há determinadas crenças, como a de que frequentar baladas é essencial para quem está em busca de um parceiro, quando, na verdade, lugares assim costumam ser os menos adequados. Se não acredita em mim quando digo que todo lugar é lugar, é só perguntar para amigos e familiares como eles conheceram a sua “cara-metade”. Cada pessoa possui uma história diferente, mas todos possuem em comum o fato de que se não estivessem “abertos” não teriam aproveitado as suas respectivas oportunidades.

A maior parte das relações tem início a partir da apresentação de amigos em comum, as boates ficam em último lugar"

A busca pelo amor pode ser realizada pela Internet há algum tempo. Qual o perfil geral das pessoas que recorrem a esses serviços?
M: No finalzinho dos anos 1990, a Internet era conhecida como um reduto de pessoas mais inibidas ou socialmente inaptas (os “nerds”), principalmente quando o assunto era o amor. Conhecer alguém via Internet era visto como algo “inferior” e poucos utilizavam ou pelo menos admitiam utilizar este método. Felizmente tudo isso mudou e atualmente todos fazem uso desta ferramenta maravilhosa que temos à disposição. A Internet aproxima pessoas que de outra maneira jamais conheceriam umas às outras, não somente em termos geográficos, mas também de classes sociais, idades, profissões... Enfim, muitas pessoas recorrem à internet para conhecer novos parceiros, seja através de salas de chat, fóruns, ferramentas sociais como o Facebook e o Orkut ou através de sites especializados como o Brasilis. A Internet também é o paraíso das pessoas mais pragmáticas, ou seja, pessoas que procuram um amor baseado em alguns pré-requisitos. Ela dá a você a oportunidade de pesar com calma os prós e os contras antes de dar prosseguimento a um relacionamento, coisa que não acontece em outras situações.

Recorte do cartaz de "Medianeras" (2011)

Como os psicólogos fazem os estudos de compatibilidade amorosa, em agências de namoro físicas ou virtuais, para dizerem as chances de um casal dar certo?
M: Algumas agências utilizam um sistema extremamente simplificado de cruzamento e isso acaba gerando problemas e situações constrangedoras para os usuários. As agências mais sérias geralmente contam com o apoio de psicólogos e pesquisadores que têm a capacidade de desenvolver ferramentas mais sérias para este fim. Assim sendo, o cruzamento de parceiros será baseado não somente em aspectos mais objetivos como idade, peso, altura e nível de escolaridade mas também em questões mais qualitativas como o que se espera de um parceiro, o que se espera de um relacionamento e até mesmo traços de personalidade. Em nosso caso, também dispomos de ferramentas psicológicas que nos permitem avaliar a maneira como amamos e gostamos de ser amados, e elas se mostram extremamente úteis na hora de encontrar uma pessoa compatível.

A Internet ajuda a encontrar um amor, o que não se pode fazer é ficar somente no contato virtual, é preciso ser 'real'"

Grande parte das pessoas sonha viver grandes histórias e espera o destino trazer alguém, como nos filmes. Encontrar um parceiro em um site não parece artificial, desesperado ou arquitetado demais?
M: Voltamos à questão da idealização. Eu adoro o gênero de filmes que você mencionou, mas, como os livros, eles alimentam ainda mais a nossa fantasia e em alguns casos nos afastam da realidade. Toda história de amor é uma grande história de amor, não importa se você conheceu a pessoa numa viagem à Paris ou em uma briga de trânsito. As pessoas idealizam demais o amor e esquecem que a felicidade pode estar mais perto do que elas imaginam, basta abrir os olhos e é claro, o coração. A Internet é uma ferramenta moderna e quando bem utilizada pode facilitar a aproximação de pessoas que por um ou outro motivo não se encontrariam na “vida real”.

Recorte do cartaz de "Medianeras" (2011)

O que não pode acontecer é a pessoa ficar somente no contato virtual, devemos sempre nos lembrar de que a Internet deve servir como uma ponte para o contato real com as pessoas. Alguns utilizam esta ferramenta porque gostam de fazer uma pré-seleção baseada em determinadas características (os pragmáticos que mencionamos anteriormente). Outros utilizam a Internet porque simplesmente não têm tempo de conhecer pessoas por questões de trabalho ou outras razões. Os jovens fazem uso da rede porque cresceram acostumados à ela, e para este pessoal o amor virtual é tão real quanto qualquer outro. Também não podemos nos esquecer de que hoje em dia a Internet está muito mais avançada e o contato não se limita apenas aos emails ou salas de chat. Quando você conhece alguém pode quase que imediatamente engatar uma conversa via MSN/Skype e sentir se aquela moça ou aquele rapaz são realmente o que está procurando.

É possível, mas é difícil que um contato iniciado em sites ou aplicativos de sexo casual se transforme em uma relação duradoura"

Há também na Web e nos celulares um número crescente de sites e aplicativos para a busca de sexo casual. As pessoas falam sobre amor eterno, mas na prática se interessam mais por relações não duradouras?
M: Existem visões diferentes em relação ao amor, mas também existem momentos diferentes que cada um de nós pode estar vivendo em relação a ele. Em outras palavras, há pessoas que enxergam os relacionamentos de uma forma mais sexual e pulam de um relacionamento para o outro como eu e você mudamos de roupa. Essas pessoas são felizes assim e não acham que há nada errado com o seu jeito de amar. Além disso cada um de nós também pode passar por uma fase de relacionamentos mais casuais entre e um e outro mais duradouro. Pessoas que sofreram uma grande decepção podem optar por uma sequência de relacionamentos mais superficiais antes de entregar-se novamente a somente uma pessoa. A Internet também é muito útil nestas circunstâncias, uma vez que oferece uma infinidade de serviços que facilitam o sexo casual. Não há nada de errado nisso desde que a pessoa reconheça a natureza destes serviços e não espere encontrar um amor para a vida toda (apesar de que isso pode acontecer, ainda que as chances sejam muito pequenas). Quando você busca um site para conhecer alguém é importante estudar o serviço com bastante atenção para decidir se ele vai ao encontro de suas expectativas. Além disso, vale lembrar aquela frase do padre francês Curé D’ars, “Amamos uma coisa na proporção do que ela nos custou”, ou seja, se você e a outra pessoa perderam apenas cinco minutos preenchendo um cadastro com meia dúzia de questões, as chances de que este relacionamento irá para frente serão muitíssimo pequenas.

Recorte do cartaz de "Medianeras" (2011)

Dentro ou fora da Internet, um problema comum das relações é descobrir com o tempo que o outro não era nada do que se pensava ou parecia ser. Como não cair nesta armadilha?
M: Infelizmente, nenhum de nós possui uma bola de cristal e a única maneira de conhecer alguém de verdade é passando mais tempo com esta pessoa e vendo como ela se comporta em diferentes situações. Por mais que você tente antever determinadas características ainda pode surpreender-se negativamente mais para a frente e isso pode pesar muito na hora de decidir pela continuidade do relacionamento. Por outro lado, se as pessoas com quem você se relacionou sempre deixaram esta má impressão isso pode significar que você está idealizando demais e quando se depara com a realidade sente que foi completamente enganado. Outro erro comum cometido pelas pessoas é a crença de que os parceiros devem ser completamente diferentes para que ambos possam “se completar”. Isto não é verdade, os relacionamentos duradouros são geralmente compostos por pessoas que possuem muita coisa em comum (semelhanças), chamamos isso de homogamia. Se você sofre uma decepção atrás da outra há uma pequena chance de que seus valores estão um pouco “descalibrados”.

Se a pessoa já tentou de todas as fomas e continua sozinha pode ser a hora de procurar um psicólogo ou terapeuta"

Às vezes a pessoa já tentou de todas as formas encontrar um amor duradouro e não teve sucesso, seja por não encontrar alguém compatível ou interessado em algo sério. O que fazer: aceitar que não é fácil ou procurar terapia, pois pode ser com esta pessoa o problema?
M: Os relacionamentos amorosos não são fáceis e voltando ao assunto dos filmes, estes não prestam nenhum favor passando a impressão de que tudo sempre acaba bem. Além disso é uma característica comum dos seres humanos a sensação de que “a grama dos outros é sempre mais verde”, ou seja, achamos que todos estão amando e sendo amados, menos nós. Se você já tentou de todas as formas e até hoje continua sozinho ou sozinha, faça um exercício de auto-análise e tente descobrir qual foi a sua parcela de culpa em todos estes fracassos. Peça também a opinião sincera de amigos e familiares, e se concluir que está de fato exagerando em algumas coisas não tenha vergonha de procurar a ajuda de um psicólogo ou terapeuta. Um profissional capacitado terá condições de ajudá-lo a enxergar os próprios erros e oferecerá as ferramentas necessárias para que possa corrigi-los, aumentando as suas chances de encontrar seu grande amor.

13 maio 2013

Segurar um violão aumenta as chances de conseguir um encontro (e outras notícias de amor)

Direto ao que interessa e sem dramas


Recorte do cartaz de Letra e música (2007)

Um giro ligeiro e prazeroso pelo que anda sendo publicado sobre amor e relacionamentos na Internet.

Segurar um violão aumenta em 31% as chances de conseguir um encontro, diz estudo
A fala popular de que músicos fazem atraem mais o interesse das pessoas para uma relação foi confirmada por estudo científico. Segundo o site F5, resultados de pesquisa de Ciências Comportamentais da Universidade de South Brittany mostram que homens apenas segurando um violão recebem mais respostas positivas a uma investida amorosa do que os que estão sem violão. O estudo confirmou os resultados de pesquisa similar feita pela Universidade de Tel Aviv, em 2012. No entanto, as mulheres surtem os mesmos efeitos em uma paquera estando com ou sem violão.

Concordo que os músicos fazem mesmo sucesso, mas conheço amigos e amigas que também adoram uma música!

Ódio aumentou 30% na web, aponta pesquisa
De acordo com os resultados de um estudo realizado pelo estadunidense Centro Simon Wiesenthal, os discursos de ódio e intolerância na web aumentaram 30% em 2013. A Info traz a notícia e mostra o que descobriu o levantamento: mais de 20 mil sites dedicados ao ódio e ao terrorismo. O Centro apurou os sites que se esforçam para minimizar o ódio, com destaque para o Facebook, avaliado como uma rede social que se empenha para eliminar conteúdo preconceituoso e ofensivo, ficando à frente do YouTube e do Twitter, nesse quesito.

Talvez a Internet esteja apenas refletindo o mundo físico, né, talvez?!

Falha em aplicativo revela quais amigos usam o Facebook em busca de sexo casual
O ódio pode aumentar ainda mais na rede quando os compromissados clicarem aqui e virem o parceiro como usuário do aplicativo "Bang with Friends" do Facebook. O recurso permite indicar o interesse em algum amigo no site e, caso ele indique o mesmo interesse, o aplicativo avisa a ambos para marcarem um encontro e, "dar um tiro na coruja".  O Vírgula diz que uma falha de segurança fez com que o sigilo dos usuários fosse revelado, mostrando quem se cadastrou no serviço antes de janeiro deste ano.
Será que seu parceiro está dando tiros na coruja sem ser com você?

Foi bom para você? Até a próxima rapidinha!

09 abril 2013

Site "Namoro Fake" passa a alugar namorados para usuárias do Facebook (e outras notícias de amor)



Recorte do cartaz de Paixão de aluguel (2005)

Um giro ligeiro e prazeroso pelo que anda sendo publicado sobre amor e relacionamentos na Internet.

Site "Namoro Fake" passa a alugar namorados para usuárias do Facebook
As meninas héteros ou bissexuais que quiserem causar ciúme em alguém (ou fazer sabe-se lá o quê) podem contratar os serviços do site Namoro Fake, noticia a Info. Desde janeiro, o serviço oferece o aluguel de perfis femininos que fingem namorar com o usuário contratante. Agora, o site expandiu as atividades e aluga também perfis masculinos, além de ter lançado uma versão em inglês. São oferecidos planos de acordo com o que o usuário deseja fingir: "ficante", "ex-namorado", "um relacionamento", "namorado" e "namorada top". O Namoro Fake diz possuir, até o momento, 10 mil clientes.
A que ponto chega a carência e a necessidade de viver de aparências do ser humano? Socorro!

Pesquisa diz que mulheres odeiam barbas
Apesar do sucesso de campanhas virtuais como "Faça amor, não faça a barba", os resultados de um estudo científico mostram que as mulheres acham que os homens ficam melhores sem barba, divulga o Mega Curioso. Pesquisadores da Nova Zelândia e do Canadá mostraram fotos de homens com e sem barba para 200 mulheres, e a maioria deles preferiu os modelos sem a barba.
Acho que os modelos fotografados que não ficam bem de barbas, porque as meninas (e os meninos) andam preferindo, sim, as barbas!

Tumblr "Eu me chamo Antônio" reúne frases de amor escritas em guardanapos
Quem nunca escreveu uma frase de amor enquanto estava só em um bar? Ou pelo menos o trecho de uma música ou um bilhete com cantada para aquela pessoa atraente na mesa ao lado? Agora, o tumblr "Eu me chamo Antônio" resolveu reunir frases de amor escritas em guardanapos e apresentá-las na Internet. Não, não se preocupa, não são os seus bilhetes, são criações do publicitário Pedro Antônio. Confira clicando aqui.

Foi bom para você? Até a próxima rapidinha!

31 março 2013

Entrevista - Amor e bipolaridade: como se relacionar diante do transtorno (Marcia Kauer Sant’Anna)


Entre a mania e a depressão
Recorte do cartaz de "O lado bom da vida" (2012)

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Intensa alegria intercalada com intensa tristeza. Caso se considere a definição de Aristóteles, poderia até se estar falando da paixão, mas o tema aqui é mais sério. Trata-se da bipolaridade, transtorno que, de acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, atinge 4,2 milhões de brasileiros e está entre as principais causas de suicídio. Mas se o próprio filósofo grego já alertava para as alterações dos sentidos promovidas pela paixão em quem não sofre de nenhum transtorno mental, como é para um bipolar vivenciar um relacionamento amoroso? "As crises podem trazer um desgaste para a relação que, com o tempo, pode levar o casal a se afastar", alerta a psiquiatra, professora e pesquisadora do transtorno na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Marcia Kauer Sant’Anna. Nesta entrevista, Marcia* fala sobre como os bipolares, e quem se relaciona com eles, podem ter relações afetivas mais saudáveis.

Em que consiste a bipolaridade?
M: O Transtorno de Humor Bipolar é um transtorno psiquiátrico que se caracteriza por grandes oscilações do humor. As variações costumam ocorrer entre dois polos: a mania (período de humor persistentemente elevado, expansivo ou irritável), e a depressão (período de humor predominantemente deprimido). Dados estatísticos indicam que, aproximadamente, uma em cada 100 pessoas no mundo pode apresentar a doença. Como várias outras doenças crônicas, o Transtorno Bipolar tem tratamento, e é possível ser controlado.
Não há razão para acreditarmos que a bipolaridade por si só altere a essência do sentimento ou a capacidade de formar vínculos"

No dia-a-dia grande parte das pessoas mudam de humor devido às situações que vivenciam, tristezas, alegrias, irritações etc. Como diferenciar pessoas intensas no que vivenciam de bipolaridade?
M: Este diagnóstico é feito por psiquiatras através de uma avaliação clínica. Basicamente consiste na avaliação do comportamento do indivíduo ao longo da vida, analisando as variações do humor e o ambiente. Diferente do que muita gente pensa, o transtorno bipolar não se caracteriza por mudanças repentinas de humor ao longo do dia, mas sim pela vivência de episódios de humor de duração de cerca de alguns dias e até semanas. A análise do psiquiatra é capaz de discernir entre a variação normal daquela patológica, que põe em risco o paciente ou seus familiares, levando em conta a gravidade,  a duração e repercussões dos sintomas no contexto de cada paciente.

Recorte do cartaz de "O lado bom da vida" (2012)

Entendendo o amor em duas dimensões, como um sentimento pelo outro e também como um relacionamento pelo outro, o sentimento de amor de alguém bipolar pelo outro é diferente em relação ao sentimento de alguém não bipolar?
M: O amor é um sentimento bastante complexo que varia muito de pessoa para pessoa. Do ponto de vista mais técnico, podemos entender amor como capacidade formar vínculos afetivos. Não há razão para acreditarmos que a doença por si só altere a essência do sentimento ou a capacidade de formar vínculos. O que pode acontecer é uma dificuldade nos relacionamentos a dois e com familiares e amigos durante os episódios, seja pela apatia na depressão, seja pela euforia e irritabilidade, características da mania. Com o controle dos episódios é possível estabelecer relacionamentos saudáveis e levar uma vida normal.
É provável que exista uma dificuldade maior nos relacionamentos durante os episódios, devido à manifestação dos sintomas"

Na dimensão do relacionamento, é mais difícil para um bipolar manter uma relação amorosa se comparado a alguém não bipolar?
M: É provável que exista uma dificuldade maior nos relacionamentos durante os episódios, devido à manifestação dos sintomas. Os episódios podem trazer um desgaste para a relação que, com o tempo, pode levar o casal a se afastar. Isso não significa que seja impossível a manutenção de uma relação amorosa. Simplesmente destaca a importância de se controlar a doença com tratamento adequado, de forma a evitar os episódios agudos de humor e visando estabilizar o paciente.

Recorte do cartaz de "O lado bom da vida" (2012) 

No relacionamento amoroso, o parceiro de alguém bipolar precisa de algum tipo de atenção especial ou conhecimentos para ter e propiciar a quem ama uma vida mais saudável?
M: Quanto mais conhecimento não só o parceiro, como também o próprio paciente e toda sua família, tiverem sobre a doença, melhor. Entender a doença, suas manifestações, e os sinais de que um episódio está se desencadeando é fundamental. Dessa forma o parceiro ajuda no cuidado do paciente e se familiariza com a doença, assumindo um papel de apoio e compreensão. Pode oferecer ainda uma ajuda fundamental:  identificar precocemente sinais de uma crise, evitando que ela ocorra com a busca do tratamento na fase mais inicial.
Com acesso às informações corretas sobre a bipolaridade, o parceiro, a família e os amigos podem auxiliar no equilíbrio emocional do paciente"

Qual o papel da família e dos amigos de um bipolar em relação a ajudar na saúde emocional de um bipolar?
M: O grupo familiar e social de uma pessoa tem uma importância fundamental para o uma vida saudável, incluindo a saúde psíquica. Pacientes compreendidos e apoiados em uma rede social forte têm maiores condições de sair de episódios e evitar sua recorrência se comparados a pacientes com suporte pobre. Da mesma forma que o parceiro, a família e os amigos devem ter acesso às informações corretas sobre a doença, auxiliando no equilíbrio emocional do bipolar e evitando estigma.

Recorte do cartaz de "O lado bom da vida"

Uma relação afetiva e sexual estável pode trazer benefícios à saúde do bipolar?
M: Pode. É importante para o bem-estar de qualquer pessoa relações afetivas estáveis, através de uma relação saudável.
A paixão é marcada por contrastes de amor que parecem beirar o patológico, mas para diferenciar as variações normais de um transtorno é preciso procurar ajuda quando a duração for grande"

Aristóteles dizia que a paixão altera nosso julgamento e nos traz grande alegria e grande tristeza. O amor deixa a todos nós um pouco "bipolares"?
M: Não apenas o amor, mas uma série de eventos na nossa vida pode desencadear sintomas característicos tanto da mania quanto da depressão. A paixão é claramente marcada por esses contrastes no humor que parece beirar o patológico. Para diferenciar essas variações normais e saudáveis daquelas que configuram doença e trazem prejuízo é que existem os critérios para os transtornos mentais, devendo ser procurada a ajuda psiquiátrica sempre que a duração ou gravidade dos sintomas forem exageradas.

*Colaboraram a jornalista e aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação da UFRGS em Ciências Médicas: Psiquiatria Thaís Martini e o aluno de Medicina da UFRGS Ramiro Reckziegel.

05 março 2013

Um terço dos homens já fingiu orgasmo, diz estudo (e outras notícias de amor)


Direto ao que interessa e sem dramas

Recorte do cartaz de  The Vow (2012)

Um giro ligeiro e prazeroso pelo que anda sendo publicado sobre amor e comportamento na Internet.

Cerca de 30% dos homens já fingiu gozar, segundo pesquisa
Na tentativa de agradar o parceiro ou a parceira muitas mulheres fingem um orgasmo. Até aí nenhuma novidade. As estimativas apontam que 70% delas já simularam o gozo, segundo resultados de pesquisa da Universidade de Kansas. O curioso é que o mesmo estudo indica que cerca de 30% dos homens também já fingiu orgasmo, como mostra o Terra. Ambos os sexos alegam como principais motivações para a farsa: um orgasmo intenso e intimidante do parceiro, percepção de que não iriam gozar e pressão para aproveitar o sexo.

 OK, mas o que eu não entendo é: como alguém não percebe que um homem não teve de fato um orgasmo?

Escrever sobre sua relação faz você se sentir mais feliz, aponta pesquisa
Ter problemas na relação amorosa. Quem nunca? Uma forma de contornar os conflitos e se sentir mais feliz com o relacionamento é escrever três cartas por ano contando como se sente em relação à convivência com o parceiro, gastando, em média, 21 minutos com a tarefa (sete por carta). A dica é dada pela Revista Super, em publicação dos resultados de um estudo realizado pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. A pesquisa pediu a casais que escrevessem as cartas, sem a necessidade de enviá-las ao parceiro, e perceberam que os casais que o fizeram passaram a se sentir melhor com a relação.

Eu ainda acho que melhor do que cartaz é uma boa conversa. Escrevendo você desabafa, mas apenas camufla os problemas? Ou não?

Mulher mora com o marido e o amante na Inglaterra
O Planeta Bizarro do G1 mostra uma relação inusitada para a maioria: na Inglaterra, uma mulher mora com o marido, o "amante" e os filhos. Maria Butzki, de 33 anos, diz que inicialmente deixou o marido para viver com o amante, mas como não conseguia ser feliz sem ele, sugeriu que os três morassem juntos. Ela garante que não há brigas e que todos dormem em quartos separados.

Se são felizes, qual o problema?

Foi bom para você? Até a nossa próxima rapidinha!

31 janeiro 2013

Entrevista - Como esquecer um grande amor? (Adriana Müller)

Quando um grande amor chega ao fim

Recorte do cartaz de "Um amor para recordar" (2002)

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 Segundo resultados de pesquisa de cientistas da Universidade de Pisa, na Itália, a paixão dura, em média, cerca de dois anos. Outra pesquisa da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, diz, em suas descobertas, que uma a cada cinco pessoas nunca deixou de amar o primeiro amor. Entre o eterno e o efêmero, muitas pessoas se queixam de não conseguirem esquecer um amor. "Não podemos apagar uma história da nossa vida", diz a psicóloga Adriana Müller, ao explicar por que é tão difícil esquecer alguém. Em entrevista ao blog, a especialista em Psicologia Analítica e Terapia Familiar, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e comentarista do programa "CBN e Família" da Rádio CNN fala sobre como seguir em frente após o fim de uma relação e avisa: "vivermos a ilusão de que a lembrança que temos é o amor em si".

Muitas pessoas dizem que "se o amor acaba é porque não era verdadeiro". A idéia de que o amor para ser verdadeiro tem que ser eterno traz problemas?
A: Sim, por vários motivos dos quais destaco dois. Primeiro que ‘amor’, ‘eternidade’ e ‘verdade’ são conceitos abstratos que possuem conotações distintas para cada pessoa. Isso fica evidente quando nos surpreendemos com a separação de um casal conhecido: a nossa surpresa mostra que os conceitos de ‘amor’, ‘verdadeiro’ e ‘eterno’ que temos diferem daqueles do casal.

Em segundo lugar, a ideia de que um dia encontraremos nossa ‘cara metade’, o ‘príncipe encantado’, a ‘linda princesa’, ou qualquer outra idealização do amor, atrapalha para o casal lidar com as inevitáveis dificuldades que fazem parte de uma vida a dois.

O amor é uma combinação de sentimento e ação voluntária: sentimos uma grande conexão com determinada pessoa e, em função disso, nos dispomos a, voluntariamente, agir de forma a promover o bem estar dela. E, ao agir dessa forma, reforçamos o sentimento que temos, criando um círculo virtuoso de sentimento e ação.

Não precisamos esquecer um amor. Precisamos aprender a não depender de alguém para sermos felizes"

Grande parte das pessoas não consegue esquecer alguém que amaram. Por que esquecer um amor é tão difícil?
A: Amor é parceria. E parceria significa construir uma história em comum durante um determinado período. Não podemos apagar uma história da nossa vida. Somos feitos de várias histórias entrelaçadas, interconectando pessoas e sentimentos.

Não precisamos esquecer um amor. Precisamos aprender a não depender de um grande amor para sermos felizes. Para isso, cada pessoa que fez parte da nossa história de vida precisa ter o seu lugar na nossa lembrança.

O problema está quando não entendemos que aquela história acabou. Ficamos dependentes dela, querendo que ela continue. Quando uma história termina, precisamos encontrar um lugar confortável para coloca-la e seguir com a nossa vida.

As histórias e os amores podem terminar. Mas nós somos os autores da nossa vida – e essa tem que continuar!
Recorte do cartaz de "Como esquecer" (2010)

Esquecer a pessoa e deixar de amá-la são processos distintos?
A: Sim. Como disse anteriormente, esquecer uma pessoa que participou da sua vida é algo complicado de ser fazer. Significa esquecer de parte da sua história. Já deixar de amar uma pessoa significa terminar uma parceria. A distância física faz com que o sentimento deixe de ser tão intenso e, aos poucos, percebemos que ao invés do amor temos apenas a ‘lembrança desse amor’.

Inclusive, aí reside um grande perigo: vivermos a ilusão de que a lembrança que temos é o amor em si. Como já foi dito, amor é parceria, é construção diária baseada na dinâmica da interação. A lembrança do amor é somente o que ficou registrado em nossas mentes. E existe uma grande diferença entre a realidade e a lembrança.

Temos todo o direito de preservar boas lembranças dos nossos amores e, inclusive, fazer com que elas nos incentivem a seguir em frente com nossas histórias de vida. Mas não podemos cair na armadilha de achar que as lembranças refletem a realidade. Se um relacionamento chegou ao fim é porque ele não estava indo bem e foi necessário interromper a parceria. Em outras palavras, nem tudo eram rosas...

Tentar esquecer um amor com outro cansa e nos desconecta de nós, não use pessoas como band-aid de feridas"

"Um amor se cura com outro amor". Começar um novo relacionamento ajuda a esquecer alguém que ainda amamos?
A: Como foi dito, esquecer é uma palavra complicada quando diz respeito à nossa história de vida. Aliás, um detalhe muito importante nessa questão é: atenção às pessoas que você deixa entrar e participar na sua vida porque elas passarão a fazer parte da sua história.

Voltando à pergunta: um amor-parceria nos brinda com a noção de pertencimento. Nos sentimos “fazendo parte”, “incluídos”, “necessários”. Quando o amor-parceria termina, ficamos com uma certa sensação de ‘vazio’ e buscamos preenche-la rapidamente. Esse é um grande problema nos dias de hoje, onde tudo tem a velocidade da internet (uma boa internet e não uma ‘lerdanet’...): não sabemos lidar com algo que demore mais do que poucos minutos. Mas, um amor quando termina deixa um ‘vazio’ que não será preenchido ‘em poucos minutos’. Isso é um processo que demora algum tempo – um tempo muito pessoal.

Recorte do cartaz de "Um amor para recordar" (2002)

Nesse período sentiremos tristeza, abandono, alegria, liberdade, raiva, dúvida, certeza. Viveremos dias lindos e agradáveis, e dias terríveis. Teremos noites de sono profundo e reconfortante, e outros de pesadelos e insônia. Como se o coração fosse se ‘desligando’ da antiga parceria e começasse a se conectar com você.

Essa é uma etapa muito importante depois que um relacionamento termina: conectar-se consigo mesmo. Muitas pessoas fogem desse momento com medo da solidão e saem logo em busca de outra pessoa. Pessoas não são recicláveis. Não deixamos uma e pegamos outra... Nem mesmo são band-aid que protegem partes feridas...

Pessoas entram em nossas vidas e constroem uma história conosco. Quando elas saem das nossas vidas, precisamos voltar a nos conectar com a gente mesmo – somos os autores das nossas vidas! – e, somente depois, passamos a buscar outra pessoa com quem escrever mais um capítulo.

Pular de um relacionamento para outro só cansa o coração e nos desconecta de nós mesmos. Amor não se cura -  amor se vive.

Na Internet e nas redes sociais mantenha-se conectado a pessoas que ainda fazem parte da sua vida"

Há quem continue convivendo com a pessoa amada, procurando, e se justifica dizendo que quando deixar de gostar vai deixar de procurar o outro. O que é melhor: deixar de procurar para esperar passar ou esperar passar para deixar de procurar?
A: Esse é um bom exemplo da pessoa que não está conseguindo lidar com o vazio causado pelo fim de um relacionamento. Qualquer das duas opções é uma cilada para ela, principalmente se ela quer fugir da dor. O melhor a fazer, nesse momento, é procurar apoio de amigos ou familiares e, fundamentalmente, conectar-se consigo mesma.

Se a relação acabou houve um motivo e não adianta ficar querendo concertar o que já terminou. É a mesma coisa de querer consertar o motor de um avião que já caiu. O tempo de consertar era antes...

Ajustar esse cronômetro é fundamental em uma relação saudável. Muitas pessoas ficam deixando para depois – depois eu vejo, depois eu falo, depois eu paro, depois eu começo, depois eu busco... Até que, um belo dia, o relacionamento acaba e não tem mais “depois”.

O tempo de consertar as coisas e de conviver é enquanto há relacionamento. Depois que ele termina, é tempo de se conectar consigo mesmo e viver a sua vida.

Recorte do cartaz de "Um amor para recordar" (2002)

Antes ao romper um relacionamento, com raras exceções, as pessoas não tinham muitas informações sobre quem amam. Hoje, com a Internet, a pessoa vê a todo momento informações, fotos, onde e com quem o outro saiu etc. Está mais difícil esquecer um amor?
A: Está mais fácil manter-se conectado a uma história que já passou. E, como foi dito anteriormente, dois passos são importantes quando um relacionamento acaba: encontrar um lugar confortável para a história antiga e conectar-se consigo mesmo para conseguir dar andamento na sua história de vida.

Ficar buscando informações nas redes sociais está vinculado à cilada da pergunta anterior: deixar de procurar para esperar passar ou esperar passar para deixar de procurar? Mais uma vez, nem uma nem outra. O foco está errado. Se o relacionamento acabou, o foco deixa de ser a outra pessoa e passa a ser você. Essa é a raiz da cilada: a pergunta acima tem como foco o outro – e deveria ser você.

Em tempos de internet e redes sociais, a dica é: manter-se conectado a quem ainda faz parte da sua vida – amigos, familiares, colegas de escola ou trabalho. É com essas pessoas que você ainda continua escrevendo sua história de vida.

O relacionamento pode ter acabado, mas a sua história continua!

Se o seu objetivo é resgatar um amor não use os amigos do antigo parceiro para isso. Amizade é algo raro"

E as amizades em comum, a pessoa deve manter ou deve se afastar para esquecer um amor?
A: Essa é uma pergunta ‘goiabada com queijo’: duas coisas que ficam até boas juntas, mas são diferentes. Uma coisa é a amizade, outra, o grande amor. Vamos, então, por partes, sempre tendo como foco a pessoa.

Se, para a pessoa, essas amizades são importantes porque proporcionam uma noção de pertencimento e porque são amigos que continuam participando da história de vida da pessoa, então são amizades que merecem ser mantidas – mas, por esse motivo. Veja, o foco não é o amor, mas a importância dessa amizade para a vida da pessoa.

O amor é outra coisa. Não pode ser misturado e isso deve ser levado em consideração tanto pela pessoa quanto pelos amigos. Pelos amigos porque eles, algumas vezes, vão passar por desafios complicados: quem convidar para uma festa, um happy hour, um evento ou comemoração? Por isso é importante não misturar as coisas: uma coisa é a amizade, outra o amor. Se o seu interesse é manter as amizades, muito cuidado para não colocar seus amigos em situações delicadas.

E, se o seu interesse é resgatar um amor, não use seus amigos para isso. Amigos de verdade são raros e se ressentem quando percebem que foram usados. Afinal, as pessoas devem ser o fim e não um meio em nossas vidas.

Recorte do cartaz de "Como esquecer" (2010)

Aquela música que lembra a pessoa amada, aquele filme, aquele local. Como fazer as lembranças não surgirem tanto?
A: Inicialmente elas parecerão arquivo baixando com internet lenta: vão ficar paradas, fixadas em nossa mente, travando todo o resto. Depois, elas deixam de ser tão recorrentes até que se transformam em uma lembrança.

O problema não são as lembranças, mas os sentimentos de solidão e vazio. Como já foi dito, aos poucos esses sentimentos vão ficando menos intensos até que deixam de doer. Mas, para isso, a pessoa precisa se conectar a ela mesma: redescobrir o que ela gosta de fazer, as pessoas que são importantes em sua vida, as coisas que ela valoriza, tudo aquilo que faz dela uma pessoa única e, por isso mesmo, especial.

Resgatar esse valor da individualidade é o passo fundamental quando um grande amor termina. Deixamos de ser dois, mas eu ainda sou um – e tenho grande valor!

Um erro comum de quem não consegue esquecer um amor é comparar o que acontece hoje com o que ela viveu. É ilusão!"

Pode ser que a pessoa nunca esqueça alguém, mas com o tempo aprenda a lidar com isso e volte a amar e ter uma relação saudável e feliz com outro alguém?
A: Essa é a intenção. Todos nós temos belas histórias de amor para contar. Amores adolescentes, amores platônicos, amores que tinham tudo para acontecer, mas ficaram no passado... Nada de ruim nem de errado ter essas histórias. São a prova de que vivemos! O problema está em ficar fixado nesse passado e não conseguir construir o presente de forma saudável e equilibrada. A ilusão sempre causa desequilíbrio – cuidado com ela!

Um erro comum nas pessoas que ficam presas nas lembranças é comparar o que acontece hoje com o que ela viveu antes com outra pessoa. Pura ilusão! O que ela diz que viveu é somente o que ela lembra que viveu: tem o gosto de passado, as cores do passado e os sons do passado. Se a relação terminou é porque tinham aspectos que a fragilizaram e a levaram ao fim.

Vá ser feliz com quem está do seu lado hoje e deixe no mundo das boas histórias essas lembranças que fazem parte da sua vida. Cada coisa em seu devido lugar, cada tempo em sua devida sequência, cada pessoa em seu devido espaço. Isso é equilíbrio.

Recorte do cartaz de "Como esquecer" (2010)

Não tem receita para esquecer um amor, mas há alguma dica eficaz, algum conselho?
A: Já dei vários, vamos tentar organizá-los:
1) foco em você. Afinal, na sua vida, você é a pessoa mais importante. Por isso, conecte-se com você mesmo: suas qualidades, capacidades, conhecimentos, virtudes, sonhos...
2) Você é o/a autor(a) da sua história de vida. Cuidado com o enredo e as pessoas que você inclui em cada etapa. Isso tudo ficará guardado como lembrança depois.
3) Busque estar perto de seus amigos e familiares – pessoas que te deem apoio e que façam você se sentir bem.
4) Todos tem boas lembranças de grandes amores. O importante é notar que as lembranças fazem parte de um passado. São histórias que não podemos mais editar. Podem ser lembradas, não podem mais ser vividas.
5) Por isso mesmo, viva o seu presente. Não deixe a ilusão te envolver em suas garras e te enganar com suas palavras enfeitiçadas. Na dúvida, procure um amigo ou um profissional para te ajudar a olhar para o presente.

Os amigos podem ajudar e alertar nos dizendo quando é hora de esquecermos alguém"

Quando é hora de procurar ajuda profissional?
A: Quando três vilãs entrarem em cena e resolverem ser donas da sua vida: tristeza, ilusão e culpa. Todas as três existem e costumam nos visitar de vez em quando. São visitas indesejadas, mas fazem parte da vida – assim como as tempestades de verão ou os furacões.

Essas são visitas ‘entronas’: chegam sem ser convidadas e logo se instalam em nossas vidas. Muito cuidado com elas. Mesmo que se façam de amigas, o que elas querem é controlar a sua vida.

Por isso fique alerta e, quando você perceber que essas visitas já estão há muito tempo em sua vida, busque ajuda. Talvez você nem perceba o quanto elas se instalaram. Normalmente quem nos sinaliza isso são os parentes e amigos. Por isso a dica de manter-se em contato com eles: certamente eles irão dizer se essas intrusas estão presente por mais tempo do que o suportável.

Obviamente, como essas vilãs não querem ser desmascaradas, a estratégia mais comum que elas utilizam é distanciar você das pessoas que te querem bem – justamente porque essas são as pessoas que irão denunciá-las.

Quando você perceber que elas estão te atrapalhando, busque ajuda. Ninguém merece ter essas intrusas como hóspedes permanentes!

06 janeiro 2013

Rapidinhas: Internet deixou homens mais "frouxos" e cafajestes, diz psicólogo (e outras notícias de amor)

Direto ao que interessa e sem dramas
Amizade colorida

Recorte do cartaz de "Amizade colorida" (2011)
Direto ao que interessa e sem dramas


Cena de Medianeras (2011)

Um giro ligeiro (e prazeroso) pelo que anda sendo publicado sobre amor e relacionamentos na Internet.

Internet teria deixado homens mais "frouxos" e cafajestes
Não vou nem falar em encontrar um amor, vou simplificar a pergunta: não consegue encontrar alguém para manter um relacionamento estável? A culpa é da Internet! É o que afirma ao site Bolsa de Mulher o psicólogo e terapeuta de casais Maurício Pinto: "os jovens estão se relacionando praticamente só de forma virtual e a rede favorece o contato com várias pessoas ao mesmo tempo. Isso acaba deixando sem graça estar com uma pessoa só". Como na web é mais fácil encontrar uma nova paquera, muitos se tornam "frouxos", não tomando a iniciativa para uma relação mais séria, afinal, se a oferta é grande para que se prender a alguém?

O ano acabou de começar, mas no Natal de 2013 você já tem uma nova resposta quando a tia perguntar "e as/os namoradas/os?", diga: "É tudo culpa da Internet, tia!".

Ainda há esperança: 10 mil casais se unem no Dia do "Amor eterno" na China
Mesmo com a Internet tendo supostamente deixado uma relação estável menos atrativa,  o último dia quatro levou cerca de 10 mil casais a se unirem em Pequim, capital da China. Tudo porque, de acordo com a BBC Brasil, o som de "04 de janeiro de 2013" é muito parecido com o de "eu te amarei por toda a minha vida", em mandarim. Muitos acreditam que a proximidade sonora trará boa sorte, mantendo o casal unido eternamente.

Então tá!

Aplicativos de celular para esquentar a relação
A revista Marie Claire fez uma lista com aplicativos que ajudam a melhorar a vida sexual dos casais ou até mesmo tornam o celular um vibrador para curtir a sós (sim, pasme!). No SexSquare a pessoa pode acompanhar quais locais outros usuários sugeriram como bons para se fazer sexo ou até fazer check-in anônimo no local onde está transando e dizer se recomenda. Há ainda o KamaSutra, que dispensa explicações, o Jogo Sensual Livre, que guia as preliminares do casal, e o My Vibe que transforma o celular em vibrador.

Tempos modernos.

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